Papai em Pira
Alexandre Bragion Papai Noel suava em bicas por debaixo da barba que, diziam seus inimigos, era postiça (sim, por aqui Papai Noel tem inimigos – talvez por conta da cor de sua roupa, vai saber…). Descendo pela Rua Governador, […]
Alexandre Bragion Papai Noel suava em bicas por debaixo da barba que, diziam seus inimigos, era postiça (sim, por aqui Papai Noel tem inimigos – talvez por conta da cor de sua roupa, vai saber…). Descendo pela Rua Governador, […]
Alê Bragion Negue, meu filho! Negue! – como diz a canção. Negue, que negar é a arte dos brutos, é a alma dos corruptos sempre em ação. Negue! Diga que não ouvia Waldick Soriano cantar “eu não sou cachorro,
Ode aos negacionistas Leia mais »
Alê Bragion Viver. Reviver. Sobreviver. Existir. Resistir. Subsistir. Galáxia verbal em noites de céu sem estrelas, sem Haroldos de Campos em campos de resistência poética. Então, “começo aqui e meço aqui este começo e recomeço e remeço e arremesso
Alê Bragion Quando na noite não há mais som, mais movimento, mais luzes ou desejos, leio até me arderem os olhos a Crônica aos Amigos, de Vinícius de Moraes, e me lembro de vocês, meus amigos fisicamente presentes – e
Dezembro, amigos e Vinícius Leia mais »
Alê Bragion Ouvir cidade. Ouvir as ruas, seus passos e saltos. Ouvir seus carros que agora passam em arroubos e sobressaltos – mas que, no tempo em que tudo era, ainda passavam mansinhos que deleitosos. Ouvir os pregões nas
Ouvir cidade – ora direis Leia mais »
Alê Bragion Rua do meu destino. Do eu menino entre casarões antigos, paralelepípedos e calçadas irregulares. Rua do tempo narrador de um tempo de infâncias amarelas como a velha casa de minha infância amarela, de um tempo velho como
Governador do eu menino Leia mais »
Alê Bragion Quarenta e seis. Oficialmente hoje, onze de novembro (cabalística data do “onze do onze”), adentro à protocolar prorrogação do que (espero) ser apenas o fim do meu primeiro tempo. Por isso,apesar dos privilégios dos quais me envergonho
Fim do primeiro tempo Leia mais »
Alê Bragion Pelo vidro da porta da sala, o sol. Uma alegria amarela começa a tingir de vida os móveis. Novembros são assim, sempre cheios de uma esperançosa luminosidade matinal. Nada me parece mais diurno do que os dois
Alê Bragion Fantástico? Talvez ainda fosse o conto que eu estava lendo. Não sei se fechei o livro ou não – ou se comecei eu mesmo a escrever uma história. Leitores têm disso. As vidas se fundem, as leituras
A cidade sem livrarias Leia mais »
Alê Bragion A vida é crônica. Leva-se uma vida toda para vivê-la bem. Salvo, claro, quando trágicas exceções antecipam fatalmente o desfecho programado. Aí, temos na crônica da vida o que chamamos de crônica de uma morte anunciada. E