

Bebel recebeu 142.001 votos e Madureira, 122.704; candidatos ligados à cidade não conquistaram uma cadeira na Câmara dos Deputados
Com domicílio eleitoral em Piracicaba, continuarão deputados estaduais Alex Madureira (PL) e Professora Bebel (PT), reeleitos neste domingo, 4, e conquistaram o terceiro mandato consecutivo no Legislativo paulista. Bebel recebeu 142.001 votos em todo o Estado, enquanto Madureira alcançou 122.704. Juntos, os parlamentares somaram 264.705 votos e asseguraram suas vagas entre os 94 deputados estaduais eleitos.
Professora Bebel obteve a maior votação estadual entre os candidatos ligados a Piracicaba, ficando na 24ª posição da relação de eleitos divulgada pela Justiça Eleitoral. Madureira aparece em 33º lugar. Os dois conquistaram suas cadeiras pelo quociente partidário, mecanismo do sistema proporcional que considera o desempenho eleitoral dos partidos e das federações na distribuição das vagas.
Embora Bebel tenha terminado à frente no total estadual, Madureira recebeu mais votos dentro de Piracicaba. O deputado conquistou 54.417 votos no município, enquanto a parlamentar petista recebeu 20.062. A diferença evidencia a distribuição territorial do apoio aos dois: aproximadamente 44,3% da votação de Madureira veio de Piracicaba, ante cerca de 14,1% dos votos de Bebel.
Considerando esses números, Madureira recebeu 68.287 votos nos demais municípios paulistas, enquanto Bebel somou 121.939 fora de Piracicaba. Assim, a reeleição dos dois foi sustentada tanto pelo eleitorado local quanto pelo apoio conquistado em outras regiões do Estado.
Maria Izabel Azevedo Noronha, conhecida como Professora Bebel, chegou à Assembleia Legislativa nas eleições de 2018, quando recebeu 87.169 votos. Professora e sindicalista, construiu sua trajetória vinculada à defesa da educação pública e dos profissionais do magistério. Na Alesp, sua atuação inclui a presidência da Comissão de Educação e Cultura e a participação nos debates sobre as condições de trabalho dos professores e as políticas educacionais estaduais.
Entre as propostas apresentadas por Bebel está o Projeto de Lei 890/2024, que prevê a criação de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e de Assédio nas escolas da rede estadual. A proposta avançou em comissão em 2026 e integra a atuação da deputada em questões relacionadas à segurança e ao ambiente de trabalho nas unidades de ensino.
Alex Madureira também iniciou sua trajetória parlamentar em 2018, eleito pelo PSD com 118.294 votos. Em 2022, já pelo PL, foi reeleito com 74.340. Neste ano, acrescentou 48.364 votos ao resultado da eleição anterior, crescimento de aproximadamente 65,1%. A votação de 2026 também superou em 4.410 votos a obtida em sua primeira eleição para a Assembleia.
Além dos dois reeleitos, outros candidatos ligados a Piracicaba participaram da disputa estadual. Renan Paes (PL) recebeu 30.936 votos em São Paulo; André Bandeira (PSDB), 24.173; Delegada Olívia Fonseca (MDB), 7.916; Wagnão (PSD), 4.577; Dr. Paulo Serra (Podemos), 3.050; Paulo Camolesi (PSB), 1.744; Josef Borges (PP), 1.346; Paty Chiarini (Avante), 434; e Claudia Bueno (Missão), 308. Nenhum desses nomes conquistou uma cadeira na Alesp.
FEDERAIS — Na eleição para deputado federal, Barjas Negri (PSD) alcançou a maior votação entre os candidatos ligados à cidade, com 60.101 votos em todo o Estado. O ex-prefeito, entretanto, não conquistou uma das 70 vagas paulistas na Câmara dos Deputados. Dos votos recebidos por Barjas, 54.551 foram registrados em Piracicaba, aproximadamente 90,8% de seu total estadual. Fora do município, ele somou 5.550 votos.
Rodrigo Spada (PSD) terminou com 45.748 votos em São Paulo. Na sequência, Sérgio Pacheco (União) recebeu 12.138; Nancy Thame (PV), 8.932; Paulo Campos (Solidariedade), 7.601; Rai de Almeida (PT), 7.371; Érica Gorga (PRD), 6.228; Vanessa Botam (PL), 6.077; Sargento Germano (MDB), 715; Luis Bena (Missão), 550; Estela Piza Rossi (PDT), 509; e Everton Santos (PSDB), 239. Nenhum dos integrantes desse grupo foi eleito para a Câmara dos Deputados.
O resultado das candidaturas federais evidencia que a concentração de votos em um município, mesmo quando expressiva, pode ser insuficiente para conquistar uma cadeira. Na eleição proporcional, além da votação individual, é necessário considerar quantas vagas o partido ou a federação consegue obter e a posição de cada candidato dentro de sua própria chapa. Portanto, as cadeiras não são distribuídas simplesmente aos 70 candidatos mais votados para deputado federal ou aos 94 mais votados para deputado estadual.