Educação – Bebel diz que governador tenta impor a reorganização escolar

A deputada Professora Bebel tem feito este alerta ao percorrer municípios do Estado de São Paulo, na prestação de contas de seu mandato. CRÉDITO: Divulgação

Deputada Professora Bebel aponta que governador Tarcísio de Freitas quer impor reorganização na rede estadual de ensino de forma disfarçada

A deputada estadual Professora Bebel (PT), primeira presidenta licenciada da Apeoesp, diz que o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, continua tentando impor a reorganização na rede estadual de ensino de forma disfarçada. A parlamentar alerta as comunidades escolares para que fiquem atentas e se mobilizem contra mais este ataque à educação pública no Estado de São Paulo por este governo e conta que a Apeoesp tem uma ação coletiva tramitando na justiça contra a reorganização escolar.
A reorganização disfarçada, como explica Bebel, ocorre dividindo escolas entre ensino fundamental e ensino médio, duplicando a gestão e criando problemas para professores que ministram aulas em ambos os níveis de ensino, que passam a sofrer um duplo controle de seu trabalho, em qualquer benefício pedagógico.
De acordo com a parlamentar, esse processo decisório é impositivo, embora o governo queira dar uma aparência democrática. “Em geral, não há um verdadeiro debate, com liberdade para que as posições antagônicas se expressem de forma equilibrada, envolvimento real da comunidade e respeito real ao Conselho de Escola como órgão decisório”, diz.
Apesar disso, em diversas escolas a comunidade escolar rejeitou a reorganização. No entanto, a Secretaria Estadual da Educação insiste, como é o caso que está ocorrendo na cidade de Diadema, por exemplo, em que o governo quer reorganizar cinco unidades escolares, o que foi rejeitado, por unanimidade, pela Escola Estadual Diadema. Bebel diz, no entanto, que o governo estadual pretende reorganizar naquela região as Escola Estadual João Ramalho, Escola Estadual Professora Nicéia Albarello Ferrari, Escola Estadual José Marcato, Escola Estadual Simon Bolivar e Escola Estadual Amadeu Odorico.
Bebel conta que tem acompanhado de perto o desenvolvimento deste processo, assim como a subsede da Apeoesp em Diadema, que atua para esclarecer a comunidade para que tome a decisão correta, rejeitando esta reorganização. “A Apeoesp possui ação coletiva em andamento contra a reorganização escolar do governador Tarcísio de Freitas, mas é necessário que as comunidades escolares fiquem atentas e denunciem, uma vez que esse governo não deve parar com as suas tentativas e irá tentar aplicá-la em outras escolas da rede estadual de ensino”, completa.

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