Oxigênio que respiramos

Ademir Martins

Muitos pensam que o oxigênio que respiramos vem só das florestas amazônicas, devido ter recebido o título de “pulmão do mundo”.

Uma boa parte vem das florestas amazônicas, mas segundo alguns estudos, 90% do oxigênio produzido no planeta terra vem das algas marinhas e algas de água doce.

O nosso planeta é composto por 70% de água e, todo o oceano, mares, rios, lagos, ribeirões, lagoas, riachos, etc., são habitados por algas microscópicas fotossintetizantes que produzem oxigênio.

As algas azuis são primitivas e estão há 3,5 milhões de anos no planeta terra produzindo e lançando oxigênio na atmosfera terrestre.

O nosso sangue transporta o oxigênio para os pulmões que, por sua vez, transportam para as células do corpo que queimam nutrientes (proteínas, ácidos nucleicos, carboidratos, etc.) para produzir energia para um bom funcionamento dos órgãos, tecidos e processos metabólicos dos seres humanos, aves e animais.

Além das florestas amazônicas produzirem uma boa parte do oxigênio que respiramos, ela tem uma principal função.

São responsáveis pela permeabilidade do solo e pelos “rios voadores”, que nada mais são fluxos de vapores d’água atmosférico vindo da evaporação de rios locais e da evapotranspiração das árvores, onde são deslocados pelos ventos em forma de umidade e de chuva para as regiões do Sudeste, Centro Oeste e Sul do Brasil.

Esses vapores vão em direção as Cordilheiras dos Andes (Costa Oeste da América do Sul, América Andina que incluem Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela e Peru), que mudam de direção para o Sul, Sudeste e Centro Oeste Brasileiro, regulando o clima brasileiro e abastecendo reservatórios, os agricultores, rios, riachos, córregos, lagoas, lagos, ribeirões, etc.

“Rios Voadores” são cursos de água atmosféricos, massas de ar invisíveis carregados com vapores d’água que abastecem uma boa parte do território brasileiro.

 

Ademir Martins, bacharel em Serviço Social (IMI), licenciado em Ciências da Natureza (USP/Esalq), pós-graduado em Gestão do Agronegócio (Faculdades Metropolitana), jornalista e membro do Clube de Escritores “Mário Ferreira dos Santos”

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