Encontro – Cerest realiza formação com dirigentes sindicais

Gabi Menegati e Marcelo Abrahão do SINDBAN estiveram na capacitação do CEREST para aprimorar conhecimento sobre SST. Crédito: Divulgação

Na manhã de sexta-feira (24), o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) deu início a uma série de quatro encontros formativos com dirigentes sindicais, com foco no fortalecimento da atuação conjunta em saúde do trabalhador e na prevenção de acidentes. Representando o Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SindBan), estiveram presentes, o diretor jurídico da entidade e a assistente administrativa Gabrieli Menegati.

A formação reúne cerca de 40 dirigentes sindicais em um curso de capacitação voltado à identificação e enfrentamento de situações que colocam em risco a saúde e a vida dos trabalhadores. A iniciativa é promovida pelo CEREST em parceria com o Instituto Sindical e aconteceu no Clube do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba.

Estruturado em quatro etapas, o curso aborda, neste primeiro encontro, temas como noções de ergonomia, riscos psicossociais e o funcionamento da Sala de Informação. Nos dias 8 e 15 de maio, serão discutidos os riscos de acidentes de trabalho, e o encerramento, previsto para 22 de maio, contará com uma roda de conversa para sistematizar os conteúdos trabalhados ao longo da formação.

A atividade teve início com a apresentação da Sala de Informação do CEREST, espaço responsável por reunir e organizar dados sobre acidentes de trabalho no município, como os Relatórios de Acidente de Trabalho. A partir dessas informações, o órgão estrutura ações de vigilância em saúde, contribuindo para o monitoramento das condições laborais e a prevenção de novos casos.

Na sequência, a formação assumiu um caráter mais interativo, com a condução de uma oficina sobre noções básicas de ergonomia, realizada por profissionais da área da saúde. A proposta foi aproximar conceitos técnicos da realidade cotidiana dos trabalhadores, oferecendo aos dirigentes ferramentas para identificar situações de risco nos ambientes de trabalho.

Durante o encontro, também foram debatidas as diferenças entre o trabalho prescrito — aquele definido formalmente pelas organizações — e o trabalho real, marcado pelas condições concretas enfrentadas no dia a dia. Os facilitadores destacaram que essa distância é recorrente e reforçaram a necessidade de considerar a experiência prática dos trabalhadores nas análises sobre saúde laboral.

Outro ponto central da formação foi a valorização da escuta ativa. Segundo os profissionais responsáveis pela atividade, compreender os relatos e percepções dos trabalhadores é fundamental para uma avaliação eficaz das condições de trabalho. A escuta qualificada, nesse contexto, é vista como instrumento essencial para promover mudanças que impactem, de fato, a saúde e o bem-estar, indo além de ajustes voltados apenas à produtividade.

O encontro também abriu espaço para reflexão sobre o papel das entidades sindicais e do próprio CEREST na construção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, seja no setor bancário, no comércio ou na indústria. A proposta é que os próximos encontros aprofundem esse diálogo, ampliando a capacidade de intervenção e transformação nos locais de trabalho.

 

 

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