Greve – Professores reivindicam reajuste e fim de ataques

Paralisação na rede estadual marcada para hoje e amanhã, dias 9 e 10, busca reajuste salarial e fim dos ataques aos direitos da categoria

 

Professores da rede estadual de ensino de São Paulo marcaram para iniciar hoje, 9, a deflagração de greve para pressionar o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a atender as reivindicações da categoria, que entre outras coisas é por reajuste salarial e contra os ataques à categoria. A decisão de realizar greve nesta quinta-feira e  também na sexta-feira, 10 de abril, quando haverá um ato público, às 16 horas, na avenida Paulista, no vão livre do MASP, foi tomada em assembleia promovida pela Apeoesp, no último dia seis de março, que reuniu professores, estudantes, entidades sindicais, movimentos sociais e diversos segmentos, que se reuniram na também avenida Paulista, em frente ao MASP, dando início a uma programação de luta e mobilização da categoria ao longo desses últimos dias.

Os professores reivindicam reajuste do piso nacional no salário-base, com impacto em toda a carreira; aplicação correta da jornada do piso, com divisão entre aulas com e sem estudantes; retirada do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa da Educação; revogação do modelo de avaliação de desempenho considerado punitivo; garantia de atribuição de aulas de forma presencial e transparente; ampliação da oferta de aulas no período noturno, incluindo ensino regular e EJA; fortalecimento da educação especial inclusiva; convocação de mais professores concursados; pagamento de valores retroativos ligados ao tempo de serviço congelado na pandemia e devolução de valores descontados de aposentados e pensionistas.

A deputada Professora Bebel (PT), que participa ativamente do movimento, denunciando da tribuna da Assembleia Legislativa os ataques à educação, participou, nesta última terça-feira, 7 de abril, juntamente com a direção da Apeoesp, de encontro com o secretário executivo da Secretaria Estadual da Educação, Vinícius Neiva, quando foi reiterado, novamente, a exigência de que o governo Tarcísio de Freitas retire da Alesp o Projeto de Lei 1316/2025 (Reforma Administrativa da Educação), que ataca direitos dos professores, assim como foi insistido para a necessidade de que seja publicada orientação para a abertura e reabertura de classes no ensino regular e EJA noturno, assim como foi cobrado reajuste salarial, para repor o poder de compra dos salários da categoria. “Outro assunto que abordamos foi que seja retirada a avaliação de desempenho, sendo garantido o fim da punição aos professores que foram classificados como farol amarelo. Agora, esses professores poderão participar do processo de atribuição de aulas”, diz Bebel, informando que a Secretaria Estadual da Educação irá emitir comunicado neste sentido.

Sobre o pagamento dos retroativos referentes ao descongelamento do tempo de serviço durante o período da pandemia, a  resposta dada pelo secretário executivo foi a de que há uma discussão jurídica no governo se é possível haver uma iniciativa deste tipo em ano eleitoral. “Também defendemos a necessidade de convocação de mais professores concursados, assim como cobramos medidas para melhorar as condições de contratação dos professores temporários”, destaca, convocando a todos para que participem da greve como forma de pressionar o governo estadual a atender as reivindicações da categoria.

 

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