Um país que deveria ir para frente

Osmir Bertazzoni

 

Um mundo enlouquecido, aprendemos assistindo telejornais, lendo jornais impressos que estamos diante de uma confusão que reina em supremacia. As cenas transmitidas do tesoureiro do PT. O mais preocupante é o surgimento do ódio em grande parte do mundo, atitude que por si só é prenúncio de guerras e injustiças sociais.

Basta dizer que nessas próximas eleições, tivemos uma prévia da violência pré-eleitoral registrado no Boletim de ocorrência quando um policial penal federal chegou no local de uma festa de aniversário gritando “Aqui é Bolsonaro!”.

A vítima fatal foi o guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos que teve sua vida ceifada sem uma motivação lógica, racional ou humana, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O autor foi um bolsonarista (o policial penal federal Jorge Jose da Rocha Guaranho) enfurecido que não aceitava outra forma de pensamento político senão o que ele compartilha do atual presidente da república que deu exemplo durante sua campanha eleitoral, quando pegou um tripe e imitando portar uma metralhadora bradou: “vamos acabar com essa petralhada do Acre”. Exemplos péssimo para a democracia e para um estado social de direito.

Polícia Civil informou que o homem que atirou contra Marcelo Arruda é o policial penal federal Jorge Jose da Rocha Guaranho. Um belo abuso que se tornou um prelúdio para outras prováveis ​​hostilidades.

Comovente foi o assassinato, por motivo idêntico, da vereadora carioca Marielle Franco, morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio. Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Uma outra passageira, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução por motivos políticos.

Uma verdadeira vergonha que desintegra o pouco respeito que o Brasil ainda tem no cenário internacional, em uníssono com todo povo brasileiro, a aplicação mais rigorosa das regras do código penal não poderia tardar e fazer valer o dever do Estado Brasileiro em aplicar as regras do Direito.

Outro fato que causa preocupação é o absoluto silêncio que foi imposto à mídia sobre os acontecimentos do assassinato na região do Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas do indigenista Bruno Pereira, de 41 anos e do jornalista britânico Dom Phillips, de 57. Cenas de morte e ódio as diferenças e a certeza da impunidade em um governo desprovido de empatia às causas indigenistas e a liberdade de imprensa.

Os brasileiros, mantidos no escuro sobretudo, não podem deixar de assistir na televisão o teatro esquálido de nossa política local, que está engajada em uma luta eleitoral: de um lado a política do ódio na forma de extrema-direita e de outro a busca do retorno ao maior período de prosperidade da história do país durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (centro-esquerda).

A maior tragédia reside no fato de falarmos de tudo, menos da nossa tábua de salvação que é o respeito a nossa Constituição, a venda do patrimônio do povo brasileiro por valores vil com as privatizações dos bens destinado ao nosso progresso, dos serviços públicos essenciais e, sobretudo do ataque as instituições democráticas.

Por derradeiro, o atual governo de Jair Messias Bolsonaro priva-nos de empregos formais (com carteira assinada) atrofiando nossas fontes de produção da riqueza nacional submetendo nossas próximas gerações a mais profunda miséria.

 

José Osmir Bertazzoni, 63, jornalista e advogado.

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