As surpresas que a Vida nos oferece…

Esio Antonio Pezzato

Desde que comecei a militar na Imprensa, aqui em Piracicaba, Março de 1972, portanto há mais de 50 anos, sempre tive as portas abertas para todos os meios de comunicação: Rádios, Tevês, Jornais… todos eles… Comecei no Jornal de Piracicaba, publiquei meus trabalhos no antigo Diário, na Província, O Democrata, Gazeta de Piracicaba, e outros alternativos… E desde sua fundação, em 1974, milito também na Tribuna Piracicabana, cujo Diretor, Evaldo Vicente, é meu amigo desde sempre.
Ano passado Evaldo me pede alguns versos para publicar na páginas da Tribuna. Eu enviei coisa de setenta sonetos. São pequenas peças literárias, compostas de apenas 14 versos, cuja criação, no século XIV, (dizem os mais estudiosos) aconteceu na Itália.
Nome original SONNET, que significa Pequeno Som, é um pequeno poema de forma fixa, (dois quartetos e dois tercetos). Nesses mais de 500 anos continua desafiando todos os Poetas do mundo.
Desde Petrarca a Sá de Miranda, Shakespeare, Camões, Bocage, Fernando Pessoa, Milton, Pablo Neruda, Castro Alves, Bilac, e os modernistas Manoel Bandeira, Drummond, Cecília Meireles, Oswald e Mário de Andrade e, Menotti del Picchia (e tantos, tantos outros) em algum momento da vida pontificaram no Soneto.
Eu também não fugi à regra. Claro. E o desafio é grande mesmo.
Mas o Evaldo me pede os sonetos e nem me preocupei quando eles iriam ser publicados… E o Evaldo fez suspense. Nesse tempo todo não publicou sequer um só soneto dos quase 70 que lhe enviei.
E qual não foi minha surpresa quando sábado, dia 30, na edição comemorativa aos 255 anos de fundação de nossa Cidade, Evaldo me presenteia com um caderno todo especial, de quatro páginas, contendo todos os 68 sonetos de uma só vez!
Que susto levei! Oras… se há mais de meio século publico meus versos e minhas crônicas, quando muito vi dois trabalhos meus publicados numa mesma edição… mas um caderno com 68 sonetos de uma só vez?
Juro que nunca vi isso acontecer com qualquer poeta que conheço. Os versos podem ser longos, algumas vezes… eu mesmo tenho longos poemas publicados na Gazeta, no Jornal de Piracicaba, n’O Democrata, e mesmo na Tribuna. Mas ter 68 Sonetos publicados de uma só vez, acredito ser um recorde mundial. Duvido que outro poeta tenha tido essa honraria em qualquer lugar do mundo! Duvido mesmo. Vou levar essa honraria comigo.
Como o orgulho sentido foi imenso, repassei tanto para grupos do whatszzapp, dos quais participo, bem como no facebook e os elogios vieram às centenas. Até da Espanha e Portugal recebi os parabéns e de diversos estados brasileiros.
Coração aqui no peito tá pulsando mais forte e mais feliz. As manifestações de afeto e carinho encheram meu ego mesmo.
Digamos que foi um presente antecipado em quatro meses, aos meus 70 anos que logo, logo, chegarão já estando batendo na porta…
Que o Evaldo tem por mim carinho, respeito, admiração, amizade, que já convidei-o a me ver declamando, e ele foi até Santa Bárbara d’Oeste para assistir dentro de um Templo Maçônico minha declamação do “Evangelho Segundo Judas Ish-Kiriot”, vai lá… mas publicar 68 sonetos em um caderno… (são 952 versos!) todos eles alexandrinos, (versos de doze sílabas) todos eles exaltando nossa Piracicaba… ah, essa homenagem foi mais a mim do que a Piracicaba que adoro tanto e tanto!
Estou inflado! Estou com o coração nas nuvens dos sonhos, estou assim feliz como há muito tempo não estava.
Interessante que eu mesmo sendo autor dos sonetos, li todos eles como se não fossem meus, pois de muitos já sequer me lembrava tê-los feito. Mas foram todos feitos com carinho em homenagem a esta linda Noiva da Colina.
Se já não tenho tanto cuidado com meus versos publicados, (não possuo centenas deles pois sou mesmo relapso) esse caderno da Tribuna com quatro páginas todas elas com meus versos, ah, vou guardar bem guardada mesmo. Como o papel de imprensa é um papel que serve para se imprimir jornal e envelhece fácil, mesmo guardado, desse troféu que o Evaldo me ofereceu vou tirar cópias em papel mais adequado para guardar para sempre.
De coração, ofereço ao Evaldo carinho e afeto de Irmão, pois somos irmãos de lida dentro da Literatura, confrades dentro da Academia Piracicabana de Letras, e dois cidadãos caipiras que amam Piracicaba!
Mais dizer, me tornaria repetitivo…
Obrigado, Evaldo Vicente, Diretor Proprietário da Tribuna Piracicabana.

 

Esio Antonio Pezzato é poeta. Email: [email protected]

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