Professor da Esalq apresenta resultado do inventário de arborização de São Pedro

Dados foram apresentados pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filh0 – Foto: Daniella Oliveira

A cidade de São Pedro tem apenas um terço da quantidade ideal de árvores plantadas na zona urbana. Esse foi o resultado apresentado no dia 22 de julho peloo, do Departamento de Ciências Florestais da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) durante uma reunião extraordinária do Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente). O dado faz parte do Levantamento de Arborização Urbana de São Pedro, coordenado pelo professor após conversa com a Coordenadoria de Meio Ambiente. O levantamento mostra que pelo menos 5.300 árvores deveriam ser plantadas de forma planejada em 53 bairros do município.

“Com imagens de satélites de altíssima resolução, mais o trabalho prático realizado pelos alunos da disciplina de Silvicultura Urbana, que por alguns dias percorreram cerca de 20 bairros da cidade, identificamos que a área urbana do município deveria ter mais um terço de árvores; e ainda notamos que é preciso priorizar a região do bairro São Dimas, que é a mais quente da cidade”, explicou o professor.

O responsável pelo levantamento ainda ressaltou a necessidade de contar com a força de lei para definir as diretrizes para só assim planejar e coordenar o plano arborização no município. “Planejar é muito importante. Precisamos criar instrumentos legais para planejar uma floresta urbana. Temos que ter normas para podas, plantios, manejos, remoção e até transporte e destino certo para resíduos vegetais”.

Dados técnicos, como espécies de árvores, altura, podas irregulares, locais com pouca sombra e até mapas com imagens de satélites dos bairros mais quentes também foram apresentados na reunião. “Através dessa amostragem, com a identificação de 1.511 pontos de plantio, notamos que a parte leste da cidade, com exceção do bairro Botânico, é a que mais precisa de árvores”, disse Silva Filho.

De acordo com o coordenador do Meio Ambiente, Rogério Bosqueiro Júnior, que junto com sua equipe acompanhou todo trabalho dos alunos da Esalq, o Plano de Arborização Urbana será instrumento de planejamento da cidade. “Além de evitar problemas estruturais como rachaduras em calçadas e/ou vias e estreitamento de acessos, proporciona inúmeros benefícios relacionados à estabilidade climática, ao conforto ambiental, na melhoria da qualidade do ar, bem como na saúde física e mental da população, além de influenciar na redução da poluição sonora e visual e auxiliar na conservação do ambiente ecologicamente equilibrado”, disse.

Com o plano, Bosqueiro Júnior falou que vai priorizar os esforços e otimizar recursos públicos agindo com responsabilidade e racionalidade, com ações pautadas em metodologias científicas e recomendações técnicas especializadas. “Temos uma meta de plantio de 5 mil árvores na zona urbana, priorizando a zona sul do nosso município. Nos esforçaremos para atingir os objetivos, o engajamento da população na recepção e cuidado das árvores em suas calçadas será essencial para o sucesso do plano”, declarou.

Alunos da disciplina de Silvicultura Urbana,da Esalq, participaram do projeto – foto: Daniella Oliveira

PROJETO – Com apoio da Prefeitura de São Pedro, por meio da Coordenadoria de Meio Ambiente, durante seis encontros, alunos da graduação percorreram 20 bairros da cidade e anotaram o tamanho das árvores, suas espécies e outras características, como uma poda drástica (considerada um crime ambiental). O grupo também anotou os locais com poucas sombras ou nenhuma árvore plantada para indicar os locais de plantio. Os alunos da pós-graduação foram até as escolas para conversar com os alunos sobre a percepção que eles têm sobre a arborização. O resultado de todo esse trabalho resultou na proposta do Plano de Arborização Urbana, apresentado no dia 22.

“É a primeira vez que os alunos concluem essa disciplina (Silvicultura Urbana) fora de Piracicaba. Aqui em São Pedro eles aprenderam fazendo, e isso foi muito importante para o conhecimento deles. Assim como São Pedro, que nos acolheu e deu todo apoio necessário, seria muito importe que outros municípios também tivessem o interesse por esse trabalho”, considerou o professor Demóstenes.

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