Autoestima (IV) Traços de Personalidade

 

Em nosso desenvolvimento humano, as relações com nossos pais são fundamentais para uma boa autoestima. Não é novidade alguma que no processo educacional os pais manipulam seus filhos pelas emoções, fazendo com que sintam a ameaça da perda de seu amor se os contrariarem. Se isso é um artifício educativo há prejuízos afetivos na criança que afetam a autoestima.

Todo ser humano precisa criar sua individualidade, seu espaço psíquico que lhe permita dar limites às pessoas. São raros os pais que educam seus filhos com autonomia, e criam um vínculo de interdependência que irão reproduzir quando adultos.

Pessoas de autoestima baixa podem apresentar traços de personalidade comuns: refutam elogios, não suportam críticas, quando em contato com alguém de boa autoestima se incomodam, tentando diminuir o valor do outro (efeito compensação). Como não souberam dar limites em seu espaço, invadem o espaço do outro sem perceberem que fazem isso e se ofendem quando recebem limites.

O nível de exigência que tem de si próprias beira o perfeccionismo, e projetam nas pessoas o mesmo rigor que tem pra si. Facilmente se sentem reprovadas se alguma observação é feita por alguém. A insegurança é grande e demandam aceitação constante como sendo prova de amor. Pelo mesmo motivo estão sempre demonstrando o afeto que desejam receber.

 

 

“Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim… e não encontram o que procuram…” (Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe)

 

Sou casado, mas há cinco anos me relaciono com um homem. Reconheço que o fiz sofrer muito, sendo ele sempre carinhoso. Após algumas desavenças ele começou a me trair com um cara que conheceu virtualmente e senti a dor da perda. Após ele romper lhe escrevi uma carta de amor e voltamos. Está tudo a mil maravilhas, muitos projetos de vida como se acabássemos de nos conhecer. Separei-me de minha mulher e me casei com ele. Agora estou tomado por um ciúme avassalador e doentio, nunca antes sentido. Tenho certeza de amá-lo, mas não gosto desse ciúme. Devo continuar nessa relação?

Luiz.

 

Esse estado de euforia, apesar de muito bom, pode ou não ser bem administrado. Uma carta declarando seu amor o trouxe de volta, mas seria apenas isso?

Houve desavenças, você reconhece tê-lo feito sofrer. Obviamente há magia no reencontro. Havia uma história antes dele que deixou boas lembranças, ao ponto de retomarem. Você até decidiu se separar de sua mulher e assumi-lo. Tudo isso cria um sentimento de sintonia, mas manter o cotidiano é o x da questão.

O ciúme que lhe tomou conta é suficiente para pensar em interromper tudo? O amor é sempre irracional, não se explica ou justifica, apenas acontece. Administrar esses ‘tropeços’ que vão surgindo é a grande arte da vida a dois.

Sua pergunta entra aí: está apto a enfrentar os desencontros de uma relação? Quer pagar seu preço ou na primeira abandona tudo?

 

 

 

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