‘Maria Polizel Mendes’ – Escola realiza capacitação sobre cultura afro-brasileira

Profissionais da Escola Municipal Maria Conceição Polizel Mendes recebem capacitação sobre Cultura Afro-Brasileira.

A Secretaria Municipal de Educação tem se organizado para ampliar as práticas formativas e pedagógicas referentes à história e cultura afro-brasileira e indígena. Em 08/07, os profissionais que compõem o quadro de servidores da Escola Municipal Maria Conceição Polizel Mendes participaram de palestra proferida pela professora Marilda Soares, assessora especial de projetos e coordenadora da Educação Básica, com o tema Afrodescendência e Luta por Reconhecimento: Desafios da Desconstrução Histórica do Racismo.

A ação foi idealizada pela supervisora Diva Freitas e pela diretora da unidade, Camila Nunes Mendonça, durante encontro para a Avaliação Institucional. A gestora da unidade destacou que o encontro possibilitou um excelente momento formativo e singular com a equipe, além dos professores todos os profissionais da escola participaram. “A contribuição da professora Marilda proporcionou o conhecimento sobre a história do continente africano suas riquezas, belezas e cultura, conhecimento este que por vezes foi negado no processo formativo em que fomos educados uma vez que conhecemos a história da humanidade por meio da perspectiva eurocêntrica, a história da África precisa ser contada e formações assim nos permite que enquanto educadores possamos ser interlocutores deste conhecimento em nossas escolas”, pontua.

Diva Freitas, supervisora da unidade, considerou de extrema importância essa oportunidade pois nas relações e interações vividas com as crianças e adultos que compõem a escola, espaço esse de transformações, esse tema é pouco discutido garantindo discussões e reflexões.

“Nós educadores precisamos falar sobre identidade, direitos e relações interpessoais, e também sobre como esses aspectos contribuem para a cultura de paz em uma sociedade democrática. A Escola é um espaço privilegiado para investigar os percursos históricos de africanos, afro-brasileiros e indígenas, desconstruir estereótipos, valorizar os sujeitos históricos em suas singularidades e trajetórias, no passado e no presente, e encontrar caminhos para mudanças estruturais e qualitativas nas relações humanas”, disse a professora Marilda Soares.

O Currículo da Rede Municipal de Educação define nas suas propostas pedagógicas as escolas devem considerar, de maneira articulada, transversal e integradora, a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, como: Direitos da criança e do adolescente (Lei nº 8.069/1990); Educação para o trânsito (Lei nº 9.503/1997); Educação ambiental (Lei nº 9.795/1999, Parecer CNE/ CP nº 14/ 2012 e Resolução CNE/ CP nº 2/ 2012); Educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009); Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso (Lei nº 10.741/2003); Educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012); Saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/2010) e Educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004).

De acordo com a legislação vigente, as unidades escolares devem contemplar a abordagem de diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos povos afrodescendentes e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira na formação da sociedade nacional, valorizando as suas contribuições nas áreas social, cultural, econômica e política no processo de formação da sociedade brasileira e da história nacional.

 

“Abordar a temática da diversidade étnica e do respeito às diferenças é extremamente importante e urgente, pois diz respeito à forma como os indivíduos se relacionam uns com os outros e também ao modo como construímos valores humanos éticos e como educamos nossas crianças e estudantes. Por essa razão, a nossa Rede está estruturando a continuidade dessa ação reflexiva e formativa”, ressalta o secretário da Educação, Bruno Roza.

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