Tradição – Festival Nacional de Capoeira de Piracicaba começa hoje, 15

Entre o dia em que a capoeira se tornou patrimônio nacional cultural imaterial (15 de julho) até o dia do capoeirista (3 de agosto), o Instituto Afropira promove o 6º Festival Nacional de Capoeira de Piracicaba (Fenacap – vir antes 6º FENACAP). A abertura será hoje, 15, em formato virtual no canal do Afropira no Youtube (https://www.youtube.com/c/AFROPIRA). Com objetivo de celebrar e levar a capoeira a mais pessoas, o evento gratuito acontecerá em diversos locais e em diferentes formatos ao longo de toda a programação.

Na 5ª edição o Festival de Música de capoeira que já ocorria desde o início, recebeu o nome de “Prêmio – Música de Capoeira”, com inscrições de todo Brasil, impulsionando e divulgando ainda mais o projeto. Dos inscritos, 21 foram selecionados e buscaram o grande público para conquistarem votos, gerando assim uma playlist de músicas com letras e melodias riquíssimas e apresentação ao grande público de capoeiristas talentosos. Segue link da Playlist dos vídeos selecionados: https://youtube.com/playlist?list=PLJ2gxfnjJgrQTyoVFLZuwN7H1TwnIm3R0.

História da capoeira em Piracicaba

Segundo matéria do Miltinho Astronauta: “A Capoeira na cidade tem origem com dois professores (Gê e João) que tiveram um papel relevante. No entanto, a Capoeira Piracicabana tem na marcante presença e forte atuação de Claudival da Costa – Saudoso Mestre Cosmo (28/07/1955 – 26/04/2004), a mais significativa contribuição. Mestre Cosmo que começou a treinar no final dos anos 60, se formou professor no Cativeiro, em 1978, na cidade de Ribeirão Preto. Se tornou o aluno mais antigo do grupo, seguido de Mestre Monteiro de Ribeirão, fundou uma filial do grupo em Piracicaba, em 1979, e deixou como discípulo a maior parte de mestres, contramestres e professores que atuam na cidade hoje.”

Piracicaba conta também com descendência de Mestre Gil, e teve nestes últimos 10 anos Mestres que migraram de outras cidades e estado e fortalecem este Patrimônio Cultural no município. Por ser um dos pioneiros e por sua trajetória e luta pela capoeira, todos os representantes dos grupos da cidade reconhecem a “Homenagem Mestre Cosmo” que ocorre deste a primeira edição do Fenacap, por meio da Câmara de Vereadores.

A capoeira está presente na região central, em bairros populares e na periferia piracicabana, trabalhando diretamente com cerca de 850 alunos assíduos e chegando a mais de 3.000 crianças e adolescentes através do trabalho desenvolvido pelo Centro de Atendimento Sócio Educativo (CASE), da Secretaria de Desenvolvimento Social presente em sete bairros, atendendo 1.100 crianças e adolescentes, pelo trabalho desenvolvido pela Secretaria de Esporte e Lazer que atua em varejões, além das escolas particulares.

Em 2013 surgiu o Festival Afropira, junto a um grupo de artistas e militantes da Cultura Negra em parceria com Secretaria Municipal de Cultura. Os realizadores do Festival se uniram pra mais ações como um coletivo e hoje atuam como um instituto que promove 10 Programas na cidade e região e criaram, em 2017, sobre a coordenação do Diretor Mestre Marquinho o Fenacap, que faz o levantamento e calculou 18 grupos na cidade.

Conquistas

A capoeira que já foi considerada criminosa e teve sua prática banida, foi reconhecida como esporte autenticamente nacional, porém com muito caminho a percorrer para tirar o olhar e o tratamento marginalizado, vem construindo uma história de conquistas e reconhecimento.

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