Obra de Adilson Maluf: História

José Osmir Bertazzoni

 

Em 1988, a estrutura administrativa da Prefeitura de Piracicaba mudou para o prédio do Centro Cívico, obra que nos traz muita história, desde a sondagem do terreno e até a perfuração da base da estrutura que abrigaria um prédio de 11 andares, com anfiteatro, três elevadores e um panorâmico. Prédio cuja origem remonta a um projeto na década de 1970, do então saudoso prefeito João Herrmann Neto, que previa a sua construção. João Hermann Neto fez todos os esforços para que as novas instalações fossem para o Engenho Central, num projeto iniciado por Oscar Niemeyer.

Uma construção ocorrida em tempo recorde, foi realizado pelo prefeito Adilson Benedito Maluf que, nesta última quinta-feira (14), nos deixou e, com certeza, trará muitas saudades. Em uma iniciativa inesperada, projetou e construiu a nova sede da Prefeitura na convergência da Avenida Paulo de Morais com a Rua Capitão Antônio Correia Barbosa.

Curiosidade: sobre a construção do Centro Cívico foi a aposta realizada entre o Adilson Maluf e o ex-prefeito José Borguesi. Adilson, em uma conversa com o ex-prefeito, garantiu que entregaria seu mandato com a Prefeitura em nova sede, o valor da aposta (?). Borguesi perdeu e Adilson entregou o prédio para o então eleito prefeito, professor José Machado, no novo endereço.

Havia muitos problemas com a obra na passagem de governo, elevadores ainda não haviam sido instalados. A estrutura não possuía segurança para os servidores e nem para os contribuintes, os corrimões eram baixos e sem proteção.

O Sindicato oficializou o prefeito José Machado sobre as normas de segurança e os riscos daquele prédio nas condições que se encontravam, muitas medidas foram tomadas para melhorar, porém, até os dias de hoje, este prédio não possuí AVCB.

A cômica aposta na história desse edifício e a reinauguração nesses últimos dias, com direito a coquetel e fita de descerramento de obra durante simples fato de readequação das instalações da Smads nos faz rir.

Prefeitos como Luciano Guidotti inauguraram grandes obras em Piracicaba durante suas gestões, marcaram grande desenvolvimento para a cidade. A coragem de Adilson Benedito Maluf renovou a história da cidade com a instalação do Distrito Industrial e grandes obras como a duplicação da Ponte do Mirante e reformulação das vias públicas. João Herrmann foi o prefeito que construiu uma estrutura social para a cidade: nova capitação de água do Capim Fino; iniciou o processo de construção das escolas municipais; unidades de saúde; habitações populares e os varejões municipais como um projeto de Estado que já perdura por 40 anos, e sequer o nome de João Herrmann fora mencionado durante esta data. Tivemos também o prefeito Mendes Thame, quem pereceu este ano e teve muita importância para a cidade. O ex-prefeito Barjas Negri, em seu mandato, transformou Piracicaba em um canteiro de obras, seguido por seu sucessor, Gabriel Feratto, com grandes realizações, pontes, vias urbanas, avenidas, hospitais e empreendedorismo.

Não podemos esquecer a restauração da Rua do Porto por José Machado, construção da ponte pênsil e a municipalização do ensino e da saúde. Não vou deixar de citar o também saudoso professor Humberto de Campos, que teve muita importância na construção de nossa cidade. Todos os prefeitos citados tiveram muitos problemas com a organização do serviço público, mas usaram da democracia e da diplomacia para resolvê-los, sem arrogância ou prepotência. Talvez essa seja a lição mais verossímil: de que administrar Piracicaba demanda a empatia e o respeito de seu povo e aos servidores.

Por derradeiro a pergunta: como será Vossa Excelência, Luciano Almeida?

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José Osmir Bertazzoni, advogado, jornalista

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