Debate – Live aborda herança bantu no Batuque de Umbigada

Projeto Saberes no Pé do Tambu ressalta tradições. Foto: Paulo Fortunato

Como parte da programação do projeto “Saberes no Pé do Tambu”, acontece nesta quarta (8), às 19h30, a live “A Herança Bantu”, em que será debatida a importância da Caiumba – conhecida também como Batuque de Umbigada ou Tambu – como uma cultura de resistência afro-paulista. A exibição, aberta ao público, acontece no canal do Youtube da Casa de Batuqueiro (https://www.youtube.com/c/CasadeBatuqueiro).

Logo depois, às 21h, será apresentado no mesmo canal o conto “Zóio de Nhá Rita”, de autoria do batuqueiro e escritor Vanderlei Bastos, interpretado por Giovani Magalhães. A iniciativa é financiada pelo ProAC direto, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

Bantu é um termo utilizado para designar um tronco linguístico, ou seja, uma língua que deu origem a muitas outras línguas, especialmente na região central e no sul do continente africano.

Participam da live Lorena Faria de Souza (professora e doutora em estudos literários), Tadeu Kaçula (sociólogo e compositor), Marina Costa (cantora), Giovani Magalhães (ator) e Thomas Bastos (músico e professor).

 

SABERES – As ações compõem a programação do projeto “Saberes no Pé do Tambu”, que tem como objetivo evidenciar a cultura afro-paulista, incentivar a sua preservação e permitir a transmissão de saberes e reúne ações culturais e educativas, como lançamento de livro, transmissões audiovisuais e contações de histórias.

 

O título do projeto é inspirado no Batuque de Umbigada, também conhecido como Tambú ou Caiumba. Trata-se de uma tradição de resistência negra de matriz bantu que integra a cultura caipira, marcada pela diversidade. É nesse contexto que, na década de 1990, surgiu a Casa de Batuqueiro, por meio do trabalho desenvolvido por Vanderlei Bastos e Antônio Filogênio de Paula Junior, dois batuqueiros reconhecidos.

 

“Temos grandes expectativas quanto ao alcance do projeto e, com isso, poder falar com muita gente e poder levar nossa cultura ao maior número possível de pessoas. Que a nossa cultura e as nossas tradições tenham o devido reconhecimento, assim como nossas comunidades em diferentes municípios paulistas”, diz Vanderlei Bastos.

 

 

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