O dia em que a Terra parou

J.F. Höfling

 

Parou de pensar, de agir e de entender, que o chão em que pisamos é mais importante do que qualquer coisa que possamos imaginar…escreverei sobre isso quantas vezes for necessário! Com exceção de alguns abnegados que lutam por nós e alguns Países que se preocupam a respeito do que estamos fazendo com o nosso planeta, a grande maioria, principalmente “os que somente pensam em lucro”, não atentam para a gravidade do assunto…como se tudo estivesse bem e nada fosse acontecer, ou seja, durar para sempre… Já estivemos debaixo de uma extinção em massa neste planeta há supostamente 65 milhões de anos (segundo os cientistas) onde um asteroide exterminou com 80% da vida sobre a Terra…e agora…seremos nós o asteroide?
A humanidade já conseguiu destruir dois terços das florestas do mundo, uma boa parte dos recifes de coral (vital para a sobrevivência da vida marinha) e 80% de todos os pântanos… e isso tudo somado a milhares de espécies que estão à beira da extinção. Nada pudemos fazer em relação à última extinção (nem aqui estávamos como seres viventes) mas podemos agir sobre a próxima se nos conscientizarmos de que a possibilidade de encontrar “outra casa para morar”- na qual temos tudo que necessitamos e nos foi dada “de graça” pelo Senhor do Universo – chega perto de zero, apesar da insistência para “Terraformar Marte” por alguns humanos mais ricos do planeta, os quais, sem dúvida estão sonhando com que riqueza poderão contar lá… Alguns governos “mais conscientes” estão preocupados em negociar um acordo global para salvar a natureza, mas sabemos da complexidade que se interpõe em atos dessa natureza.
Essas decisões mesmo que ainda “acanhadas”, serão cruciais para a vida sobre a Terra, garantindo que os líderes sigam a ciência (a única que poderá nos salvar) e concordem em proteger nosso planeta, ouvindo as vozes dos povos indígenas, cientistas e de milhões de cidadãos conscientes que denunciam os poluidores e caçadores ilegais, pressionando os nossos líderes para um acordo que no mínimo, minimizem a crise da extinção que se apresenta.
A Terra não pode mais esperar pelas nossas inconsequências. Pelas abelhas, pássaros, animais e cada fio da frágil teia da vida, devemos nos juntar fazendo a nossa parte e se possível ser mais uma voz junto aos grupos mais conscientes e batalhadores para um mundo melhor…Se tivermos consciência e entendermos “o tamanho desse problema”, as portas estarão abertas para uma posterior conscientização e “engajamento” contra a tragédia que nos acena, mesmo que a médio e longo prazo…não podemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje! A Terra urge pela nossa atenção…
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J.F. Höfling, professor da Unicamp; [email protected]

 

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