Caldeirão Político

MEDIDA CAUTELAR
A Prefeitura de Piracicaba conquistou, no Tribunal de Justiça, uma medida cautelar para que a greve dos servidores seja suspensa, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A decisão, assinada pelo vice-presidente do TJ-SP, Guilherme Strenger, também agenda para sexta-feira, 8, às 15 horas, uma audiência de conciliação, a ser realizada em formato virtual.

 

SÓ CRESCIA!
A mobilização dos servidores públicos municipais demonstrou força e até ontem, 5, mostrou que só crescia. Quem passou pelo gramado do Centro Cívico, onde o ato dos grevistas ocorre desde sexta-feira, 1, pôde perceber que houve um aumento considerável dos manifestantes em relação à segunda-feira, dia 4. Há quem diga, no meio sindical, que o primeiro e o segundo dias de uma greve são os mais difíceis, a partir do terceiro, a mobilização tende a aumentar. Os servidores públicos estão fazendo jus ao ditado.

 

APOIO – I
Um dos momentos mais bonitos desde que a greve dos servidores públicos municipais foi deflagrada aconteceu ontem, 5, logo pela manhã. Conforme havia sido combinado com o sindicato, o grupo se concentrou na rampa de acesso do Centro Cívico e foi saudado por uma chuva de papel picado jogado por servidores de diferentes andares da Prefeitura. Quem estava embaixo, bateu palma e se emocionou com o apoio. Um detalhe importante: depois, o papel picado foi varrido e a rampa ficou limpinha, como manda o figurino.

 

APOIO – II
Os servidores também receberam o apoio da vereadora Mariana Conti, do PSOL da cidade de Campinas. Socióloga e doutoranda em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), iniciou sua militância aos 17 anos no movimento estudantil da Unicamp e foi coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e se tornou, em 2020, a parlamentar mais votada, com 10.886 votos.

 

LAMENTO
O vereador Pedro Kawai (PSDB) voltou a lamentar a intransigência do prefeito Luciano Almeida (União Brasil), que se recusa a negociar com a categoria dos servidores públicos municipais, para dar fim ao movimento grevista. “Parece que o prefeito está querendo medir forças com o funcionalismo, o que é um erro, porque o bom funcionamento da cidade, depende desses trabalhadores”, considerou Kawai. Ele tem comparecido diariamente às manifestações do funcionalismo, como gesto de respeito e solidariedade à categoria.

 

EMPOLGADO
Quem vê o sindicalista Alexandre Pereira todo empolgado, pulando ao lado da categoria e gritando “eu vou ficar até negociar”, não sabe que, na semana passada, ele passou por uma forte crise renal, em que teve que ser hospitalizado. Recuperado, tem comparecido todos os dias na manifestação e demonstrado capacidade de liderança, onde busca informar sobre o caminho do movimento. Que bom que tenha melhorado! Saúde em primeiro lugar, sempre!

 

CONTRADITÓRIO?
A participação do deputado estadual Roberto Morais (Cidadania) na tentativa de negociação em defesa dos servidores públicos municipais, na segunda-feira (4), foi avaliada por alguns representantes da categoria como “contraditória”. A análise é que o parlamentar sempre votou em favor do Governo do Estado em projetos que prejudicam o servidor público estadual. Há quem analise, ainda, que Morais apareceu no Centro Cívico de “surpresa”.

 

PROVOCADA – I
A presença de Morais acabou gerando uma “provocada” pela deputada estadual Professora Bebel (PT). Ao utilizarem o elevador para subir no décimo andar do Centro Cívico, a parlamentar lembrou ao deputado Morais que, na semana passada, ele teria sido “voto decisivo” para a aprovação do projeto de lei complementar 3, do Governo do Estado, que cria a nova carreira no magistério e, segundo a sindicalista, “prejudica os professores”.

 

PROVOCADA – II
Quem estava próximo dos deputados relatou que a provocada da deputada estadual deixou Morais “com ar de sem graça”. Uma coisa é fato, e a coluna conseguiu apurar, é que, depois da reunião com os representantes da Administração, Bebel foi falar com os servidores, em que defendeu a reposição salarial, enquanto Morais não foi mais visto pelos arredores do gramado do Centro Cívico, onde a mobilização acontece desde sexta-feira, 1.

 

E AGORA?
A grande dúvida que paira agora no ar é sobre qual vai ser o destino do movimento grevista. Até a noite de ontem, 5, a coluna apurou que o Sindicato dos Municipais aguarda a notificação do TJ-SP para tomar as próximas medidas. É possível que a decisão, que é cautelar, sempre vale lembrar, pode ser contestada. Seguimos acompanhando…

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