Moção de apoio ao movimento dos servidores municipais de Piracicaba

Professora Bebel

 

Considerando que março é o mês da data-base dos Servidores Municipais de Piracicaba, momento de serem valorizados os servidores municipais, responsáveis por todo trabalho de prestação de serviços públicos à população, seja nas escolas, creches, postos de saúde e prontos-socorros, no trabalho de garantir a segurança pública, na manutenção da cidade, no fornecimento de água e na coleta e tratamento de esgoto, enfim, em todos os setores que a Prefeitura está envolvida, até no funcionamento da máquina burocrática do município, e que inclusive foram fundamentais na pandemia do coronavírus, que só não foi ainda mais grave pelo comprometimento destes nobres trabalhadores, com muitos colocando a própria vida em risco, enquanto outros, infelizmente, chegaram até a óbito;
Considerando que os servidores municipais de Piracicaba rejeitaram, em assembleia, no último dia 25, pela segunda vez, proposta da Prefeitura de Piracicaba para a celebração de acordo referente ao dissídio coletivo da categoria, e decidiram pela deflagração de greve a partir desta sexta-feira, primeiro de abril.
Considerando que a decisão de paralisação foi tomada pela maioria dos 2.500 servidores que participaram da assembleia histórica realizada em frente ao Centro Cívico, onde funciona Prefeitura de Piracicaba.
Considerando que a decisão foi tomada pelos servidores municipais de Piracicaba em função de que a prefeitura encaminhou ao Sindicato dos Servidores Municipais de Piracicaba documento informando não haver condições de atender uma proposta diferente da apresentada, que prevê o repasse gradual, sendo 10,56%, a partir de 1º de março deste ano, 3,17% a partir de 1º de setembro de 2022; 3,17% a partir de 1º de setembro 2023 e outros 3,16% e 1º de março de 2024, totalizando reajuste salarial de 20,06%.
Considerando que a Prefeitura de Piracicaba desde então não avançou em nova proposta que contemplasse as reivindicações dos servidores para a celebração de acordo para o dissídio coletivo, apesar de ter sido dado um amplo prazo para isso, inclusive com o Instituto Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba) buscando mediar uma nova tentativa de negociação, que infelizmente não teve êxito;
Considerando que a Prefeitura encerrou as negociações, apresento a presente moção de apoio ao movimento organizado pelos servidores municipais de Piracicaba, liderados pelo Sindicato dos Servidores Municipais, e chamo a atenção do prefeito Luciano Almeida e seus representantes na mesa de negociação para que busquem, o mais breve possível, resolver esse impasse, evitando a paralisação dos servidores que, no caso de ser deflagrada, terá total apoio do nosso mandato popular na Assembleia Legislativa de São Paulo, uma vez que é legítima e visa unicamente equilibrar seus salários com as inúmeras perdas salariais que tiveram ao longo destes anos, fruto de um governo federal despreparado, que possibilitou a volta da inflação no nosso país, reduzindo assim o poder de compra de toda população brasileira.
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Maria Izabel de Azevedo Noronha – Professora Bebel, deputada estadual

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