Caldeirão Político

GREVE – I
A greve anunciada pelos servidores públicos, para começar nesta sexta-feira, 1, dominou grande parte das intervenções dos vereadores durante a reunião de segunda-feira (28). O vereador Pedro Kawai (PSDB) avaliou que “a Prefeitura mostra cada vez mais a sua falta de bom senso e sua falta de preocupação na questão de participar das negociações”, disse, ao criticar o que julga ser ausência do prefeito Luciano Almeida (União Brasil).

 

GREVE – II
A frase foi dita em alusão a reunião na secretaria municipal de Educação e que contou com a presença do titular da pasta (Bruno Roza) e de outros secretários. “Precisamos defender a negociação, a conversa e o diálogo, coisa que o prefeito não vem fazendo, e dar linha e rumo às negociações pois, afinal de contas, ele é o chefe do Executivo, não os secretários. Ele foi eleito para dar rumo às negociações e dar rumo às coisas da cidade”, disse.

 

GREVE – III
Josef Borges (Solidariedade) expressou preocupação com os efeitos da greve. “Como trabalhadores, estão no direito de reivindicar, mas ressalto a preocupação com a população e as crianças nas escolas. O que irá pensar uma mãe que atravessou a pandemia e agora, ao levar o filho à escola, terá de voltar para casa?”, indagou, ao defender que a proposta do prefeito contempla os 21% de recomposição. Mas só em 2024.

 

GREVE – IV
Silvia Morales (PV), do mandato coletivo “A Cidade É Sua”, pede que o prefeito pense com carinho para que chegue mais perto do que os funcionários estão pedindo para que se evite uma greve. “A gente sabe: não é fácil os serviços ficarem parados. Eu, como neta de sindicalista, tenho que apoiar os funcionários que merecem ser bem remunerados, ser colocados em planos de carreira”, defendeu.

 

GREVE – V
Cássio Luiz Barbosa, o “Cássio Fala Pira” (PL), se posicionou favoravelmente ao direito do servidor público de fazer greve. “É um direito. A Constituição assegura esse direito. Eles estão com a questão salarial defasada há anos. Eles não estão pedindo aumento salarial, nem isso estão pedindo, eles estão pedindo reajuste, nada mais nada menos”, disse, ao defender “diálogo urgente” entre a categoria e o Executivo.

 

GREVE – VI
Paulo Camolesi (PDT) lembrou que foi funcionário de empresas e que já participou de várias greves. “Eu digo que não é bom. Não é bom para a empresa, para a gente que precisa do emprego, para a família. Nesse sentido, eu acho que é de bom senso tentar uma solução. Se essa greve acontecer, tem muitas famílias que não vão ter escola para deixar as crianças. Tem que acontecer o diálogo para que se chegue num consenso”, afirmou.

 

GREVE – VII
Servidor público, Zezinho Pereira (Democratas) ponderou. “Os funcionários têm que ter clareza que, se for consolidada a greve, tem que ir para o embate. Vamos imaginar que a Justiça fale que a greve é improcedente, esse embate pode ter resultado dolorido. Mas este vereador defende o funcionalismo, independente da decisão que tomar”, disse. Zezinho também enfatizou que o papel do vereador não é induzir os funcionários à greve.

 

GREVE – VIII
O vereador Paulo Campos (Podemos) defendeu a greve e disse que a pauta da categoria, em que solicita 15% de reposição, mais 6% até dezembro, é “legítima”. “Levando em conta a intransigência do atual prefeito de chegar a um consenso com esses profissionais, que se dedicam dia e noite, não ficaria difícil de se resolver”, opinou e sugeriu que a Câmara não deveria votar projeto do Executivo até que se resolva a situação com o funcionalismo.

 

GREVE – XIX
Presidente da Câmara, Gilmar Rotta lembrou que o Legislativo não se furta a discutir com os servidores, que estão há três anos sem recomposição salarial e agora estão negociando, “o que decidirem a Mesa Diretora vai acatar”, disse. “Tivemos uma conversa com os nossos servidores para entendermos melhor como eles irão conduzir esse processo, para que possamos organizar a Casa (a partir desta sexta-feira, 1)”, afirmou.

 

UNGIDOS – I
No último final de semana, Pedro Kawai e Rosângela Camolese foram ungidos, no ninho tucano, recebendo as bênçãos do diretório municipal para suas indicações nas próximas eleições proporcionais. Kawai, como este Capiau já divulgou anteriormente, colocou seu nome e sua experiência política como pré-candidato a deputado estadual, e Rô Camolese, igualmente respeitada no meio político, na cultura e na área de educação, será a representante do PSDB a deputada federal.

 

UNGIDOS – II
Outros dois pré-candidatos a federal, o ex-vereador José Aparecido Longatto e o atual, André Bandeira, deram uma elogiável demonstração de grandeza, abrindo mão da disputa pela união do partido. A dobrada Kawai-Camolese não é de hoje. Na primeira gestão do ex-prefeito Barjas Negri, ambos trabalharam juntos, e muito bem. Rô, como secretária de Ação Cultural e Turismo, e Kawai, como administrador da Estação da Paulista, exatamente no período em que ela foi restaurada e devolvida para a população de Piracicaba.

 

FAVORETO
O MDB de Piracicaba perdeu seu presidente, Fernando Favoreto, para o PSC de Joel Faria, presidente do Diretório Municipal. Favoreto é candidato a deputado federal.

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