Caldeirão Político

QUEBRA – I
A vereadora Rai de Almeida (PT) protocolou, ontem, 28, na Câmara, uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Fabrício Polezi (Patriota), alegando que “na sessão de 14 de março, o vereador, em falas na tribuna, agiu de modo descortês e agressivo passando a, de modo vil e atentatório ao dever ético e de decoro, a difamar e a caluniar tanto ao meu partido como a mim própria, imputando-me a prática do crime de quadrilha.”

 

QUEBRA – II
De acordo com a vereadora, Polezi afirmou que “o PT é um partido que não devia nem existir. Tinha que ser fechado”. Na sequência, o vereador ofendeu pessoalmente a deputada estadual Professor Bebel, dizendo que “a deputada Bebel é hipócrita, mentirosa, perseguidora, persegue professor, persuade.” E complementou que “essa gente que sofre de desonestidade intelectual, vive gritando que foi golpe na presidente Dilma. Na verdade, foi um contragolpe. Contragolpe do povo, essa quadrilha pertencente ao foro de São Paulo, que estava sugando (…) pra financiar o genocida comunista por toda parte. Essa gente só pensa em roubar, e eu provo aqui” (SIC).

 

QUEBRA – III
A vereadora reiterou, ainda na representação, o que já havia dito na sessão de 14 de março, destacando que o vereador lhe fez uma acusação explícita, visto que ela faz parte do partido político que ele qualificou de quadrilha. “Me chamou de quadrilheira”, disse. Para Rai, com tal atitude o vereador agiu de modo indecoroso. “Ele me caluniou e, adicionalmente, me inseriu – com a sua sanha preconceituosa e difamatória contra os integrantes do Partido dos Trabalhadores – entre os acusados de formar quadrilha”, disse. “É crime”, enfatizou.

 

QUEBRA – IV
O requerimento toma por base que a “a atitude destemperada e agressiva contra a integridade moral de uma parlamentar constitui flagrante afronta ao dever de conduta ética que ao tomar posse o vereador se obrigou a respeitar”, ferindo o Código de Ética e Decoro Parlamentar, em sua Resolução 9, de 21 de setembro de 2006, especialmente no artigo 3º dessa resolução, que diz se constituírem falta contra a ética parlamentar “desacatar ou praticar ofensas físicas ou morais, bem como dirigir palavras injuriosas aos seus pares”.

 

GILMAR — I
O Partido Progressista (PP) anuncia amanhã, 30, às 19h, na rua do Rosário, 1358, a filiação de Gilmar Rotta, presidente da Câmara Municipal de Piracicaba e do Parlamento Metropolitano e seu nome como pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo partido. O vereador exerce o seu terceiro mandato e o segundo como chefe do Legislativo, tem atuado pelo desenvolvimento regional desde que, junto com outras 23 Câmaras, reativou o Parlamento Metropolitano.

 

GILMAR — II
A expectativa de Rotta na nova legenda é contribuir, junto com o vice-presidente da Câmara, Acácio Godoy, para a organização em níveis local e regional, fortalecendo a rede de vereadores do partido – que nas 24 cidades somam 20 – contribuindo para projetos políticos que atendam a Região Metropolitana. “Hoje, as 24 cidades contam apenas com um deputado federal, o que nos coloca como coadjuvantes perante as políticas públicas estaduais e federais”, disse Gilmar.

 

GILMAR — III
Num levantamento dele, Gilmar, em 2018, mais de 1100 candidatos a deputado federal tiveram votos somente em Piracicaba. Destes, pouco mais de 20 destinaram algum tipo de recurso à cidade, através das emendas parlamentares ou com atuação política defendendo os interesses locais e regionais.

 

CRÍTICAS
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2021 diz, de maneira clara, que “não se extrai impedimento para que um artista manifeste seu posicionamento político em seus shows ou em suas apresentações”. Portanto, o despacho do ministro Raul Araujo, do TSE, que vetou a manifestação de apoio a pré-candidatos no Lollapalooza, não tem validade. Araujo acha que seria configurar propaganda eleitoral antecipada.

 

REGISTRO
Só para registro: o Tribunal Regional Federal da 2ª Região extinguiu, por unanimidade, ação popular movida contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, pedindo que ela reembolsasse aos cofres públicos pelos prejuízos causados por pedaladas fiscais. É que não houve pedalada alguma, nem mesmo de bicicletas comuns (…). Foi golpe!

 

VERDADE?
Este Capiau não quer acreditar. É verdade que o (ex-)ministro da Educação, Milton Ribeiro — que é pastor presbiteriano —, autorizou distribuição de Bíblias Sagradas com imagem sua e de sua esposa? E foram distribuídas num evento do MEC em Salinópolis, no Pará. Este Capiau não acha que isso seja verdade, mas a fonte é o jornal O Estado de São Paulo.

 

PEDIDO
O pastor Milton Ribeiro, agora ex-ministro da Educação, pediu exoneração ontem, 28, escrevendo uma bela carta de fidelidade ao presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL). Deu a entender que voltará depois que provar sua inocência em relação à distribuição de verbas a municípios indicados por um grupo de dirigentes evangélicos.

 

BRITO
O presidente do Avante, José Edvaldo Brito, marcou entrevista coletiva para hoje, 29, às 10h, para falar dos detalhes sobre a presença do já ex-ministro Milton Ribeiro em ações de evangélicos. Brito defende a seriedade de Ribeiro, que é ministro do Evangelho da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Brito afirma que estará disponível só nesse momento, depois somente para depoimento à Justiça.

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