Máscara e responsabilidade

Luiz Carlos Motta

 

Governos estaduais e prefeituras estão liberando o uso de máscaras protetivas à Covid-19. Isso é preocupante, principalmente para as categorias profissionais que trabalham diretamente com o público como motoristas de ônibus, de aplicativos, entregadores, práticos de farmácia e comerciários em geral. Estes representam a maior categoria de trabalhadores urbanos do País: 12 milhões de profissionais. Eles estão na linha de frente do atendimento, continuam expostos à contaminação do Coronavírus porque lidam diariamente com os clientes, manuseiam mercadorias, dinheiro e cartões de crédito.
A pandemia não acabou – A Organização das Nações Unidas (ONU) e seu braço da saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS), continuam recomendando o uso de máscaras e alertam: a pandemia não acabou.
Veja o que disse o diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus: “Apandemia está longe do fim, embora os casos e as mortes globais estejam decrescendo e vários países tenham diminuído as restrições. A crise não terminará em nenhum lugar até que termine em todos”.
Se você prezado(a) leitor(a) ainda precisa de argumentos para tomar as doses (inclusive de reforço) das vacinas contra a Covid-19 e continuar usando a máscara, seguem alguns deles, selecionados dos sites das renomadas instituições Instituto Butantã e OMS.
Informações que valem vidas –  Há pelo menos três milhões de pessoas no mundo sem acesso a vacinas contra a Covid-19. Elas podem contrair o vírus e desenvolver a forma mais grave da doença, que envolve internação em UTIs com aumento do risco de morte. No Brasil, 30 por cento dos brasileiros ainda não se vacinaram completamente e estão expostos.
 Várias pesquisas apontam que a alta proteção contra casos graves de Covid-19, conferida pelas vacinas, ocorre somente com esquema vacinal completo. No entanto, no Brasil, além dos milhões de pessoas que ainda não se vacinaram, há outros milhões que não tomaram a dose de reforço.
 Apesar de os casos de Covid-19 estarem em declínio no mundo, o avanço das novas variantes mostrou que cada mutação do Coronavírus é ainda mais transmissível do que a anterior, aumentando de forma assustadora o número de infectados nas últimas ondas registradas em vários países.
 Há um grande número de crianças com mais de cinco anos que ainda não foi totalmente vacinado e a faixa de zero a quatro anos está vulnerável ao vírus, que continua circulando.
 A imprensa registra: em março, 30 milhões de chineses precisaram ficar em confinamento obrigatório. Na Coréia do Sul, os números de vítimas estão subindo. Reino Unido, Itália, França e Alemanha também registram alta no número de novos casos. A Áustria recuou, e voltou a exigir máscaras para locais fechados.
Responsabilidade – A OMS bem como outras instituições sérias, que representam médicos, cientistas e pacientes, têm alertado para a grande responsabilidade da sociedade civil em relação ao combate à pandemia e à divulgação de notícias sobre a necessidade de não relaxar antes da hora. Em sintonia com essas instituições, a CNTC e a Fecomerciários, têm orientado os trabalhadores a completar o ciclo vacinal, continuar usando máscaras, manter o hábito de higienizar as mãos e evitar aglomerações. Cuide da sua saúde, proteja a sua família. A saúde é o nosso bem maior!
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Luiz Carlos Motta, presidente da Fecomerciários e da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), deputado federal (PL/SP)

 

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