
Com a alta no caso de Covid-19, principalmente com a nova variante Ômicron, a presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino do Estado de São Paulo), a deputada estadual Professora Bebel (PT) apela para que os pais levem seus filhos para tomarem a vacina de imunização à covid-19, que, com certeza, preserva vidas, antes de retornarem às aulas: “Pais, não mandem seus filhos à escola, sem estarem vacinados!”. O apelo, a deputada fez nesta última segunda, 31, durante o programa “Comentaristas”, da Rádio Educadora de Piracicaba, onde foi entrevistada por Paulo Carlim, Jairinho Mattos, Pedro Marcílio, Valdir Guimarães e que também contou com a participação do presidente do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, Yves Marcondes, que agradeceu a deputada pela destinação de R$ 200 mil à instituição e também por ter viabilizado mais R$ 200 mil, através do deputado federal Alexandre Padilha (PT).
Bebel destacou a importância de vacinar as crianças que passaram, atualmente, a serem as principais transmissoras da covid, além de haver registro de óbitos entre elas, além de lembrar que as UTI`s pedriáticas estão lotadas. “É importante a vacinação para evitar que só uma criança contaminada possa contaminar toda uma sala de aula, expor todos a riscos, e além de fazer com que passem a levar o vírus para suas casas. O direito de não se vacinar é da pessoa, mas deixa de ser quando afeta a terceiros”, disse.
A deputada Bebel também criticou a irresponsabilidade da Secretaria Estadual da Educação de manter o calendário escolar aprovado no ano passado, que foi iniciado no último dia 25, com a reunião de planejamento nas escolas de forma presencial, colocando a vida dos professores em risco, e o retorno das aulas nesta quarta-feira, 02 de fevereiro, colocando os alunos e a comunidade escolar como um todo em risco. “Sabemos que nossas escolas não têm infraestrutura necessária para cumprir os protocolos de saúde exigidos neste momento em que a Covid-19 recrudesce no País. Todos sabemos – e há vários exemplos disto – que a maioria das crianças é assintomática e elas podem, assim, ser um veículo transmissor do vírus tanto para a comunidade escolar quanto para a sua própria família, se contaminadas na escola”, enfatiza.
Com o retorno das aulas, a Apeoesp encaminhou ofício à Secretaria Estadual da Educação exigindo a garantia de segurança para os professores com comorbidade, assegurando o não retorno às aulas presenciais. Além disso, a APEOESP reivindica a disponibilização de testagem para os professores. Outra reivindicação feita à Secretaria Estadual da Educação é a redução imediata da quantidade de alunos por sala de aula. “Neste momento, temos que preservar vidas”, reforça.
Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124