Como os espíritos obsessores conseguem  invadir os templos religiosos?

Alvaro Vargas

 

A segurança dos templos religiosos está diretamente ligada ao nível moral e aos objetivos de seus dirigentes e frequentadores. Várias obras espíritas descrevem que os abnegados mentores espirituais, estabelecem a proteção dessas agremiações contra os espíritos malfazejos e higienizam o ambiente, eliminando as energias mentais negativas, bacilos espirituais etc. (Na Seara da Bem, Antonio C. Tonini e Luiz A. Ferraz; Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz e Chico Xavier). A necessidade dessa proteção é decorrente da ação de espíritos moralmente atrasados, que provocam uma obsessão coletiva em todos os setores das atividades humanas. Esses obsessores, são as almas dos próprios homens, que quando encarnados praticavam iniquidades e, na erraticidade, perpetuam os vícios e crimes que praticavam quando encarnados.

Conforme o espírito André Luiz (Ação e Reação, Chico Xavier), as instituições no plano espiritual, necessitam construir verdadeiras fortificações de modo a prevenir e evitar a entrada dos espíritos pervertidos no mal. Com relação às edificações terrenas, o espírito Antonio Tonini (Op. cit. cap. X) esclarece que os humanos podem adentrar na casa espírita livremente, mas existe uma triagem dos espíritos desencarnados, de modo a permitir apenas a entrada daqueles que demonstrem sincera intenção de aprendizado dos ensinamentos do Cristo. Barreiras magnéticas são criadas para evitar a entrada dos vândalos espirituais, que poderiam criar tumultos e dificultar a realização dos trabalhos doutrinários e mediúnicos da casa. O espírito Manoel P. Miranda (Trilhas da Libertação, cap. “Comprometimentos Negativos”, Divaldo Franco), cita que “embora as casas espíritas possuam essa proteção, evitando a invasão pelos grupos de espíritos malfazejos, isso não impede que os hospedeiros de obsessão, carreguem os seus comensais e lhes atravessem as áreas guardadas. Sabemos que as fixações profundas nos centros mentais não são de fácil liberação. Isto posto, embora os invasores, logrem ultrapassá-las, sentem-lhes as constrições impeditivas, no entanto, são arrastadas pelo imã psíquico das suas vítimas. O que são interceptados, são as invasões dos assaltantes desencarnados, quando investem, a sós, ou em grupos, sem o contributo da energia mental dos que lhes compartem os interesses no corpo físico”.

O trabalho de desobsessão no centro espírita é geralmente precedido por uma análise da complexidade da situação, pois, ambos, obsediado e algoz, necessitam de serem atendidos. A vítima de hoje pode ter sido o algoz do passado em outra encarnação. Existem situações, em que esse parasitismo espiritual é tão profundo, que o processo de desobssesão não poderia ser abrupto, devido ao risco de causar danos na saúde da vítima. Embora cause estranheza a possibilidade da presença de entidades perversas nos recintos cuidadosamente preservados e dedicados à ação do bem, os mentores espirituais respeitam o livre arbítrio dos indivíduos. “Quando, esses obsessores são atraídos pelas mentes viciosas que os convidaram, trata-se de uma eleição pessoal. Como cada ser respira no clima psíquico que lhe apraz, é inevitável essa comunhão espiritual, tornando-se responsável o invigilante pelos danos que se impõe, assim como por aqueles que produz nas outras almas” (Manoel P. Miranda. Op. cit. cap. “Escândalo e Paz”).

Trabalhadores e frequentadores de um templo religioso devem estar cientes da possível presença de espíritos obsessores nas instituições em se encontram. Fundamental que se resguardem na oração e nos pensamentos edificantes, de modo a usufruir das energias benéficas emanadas do alto, e colaborarem na manutenção da paz e do equilíbrio no local em que se encontram. Pensamentos indevidos podem estabelecer pontes de conexão com as entidades perversas, podendo iniciar um doloroso processo obsessivo aos invigilantes que estabelecerem com eles uma sintonia mental.

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Alvaro Vargas, engenheiro agrônomo, Ph.D., presidente da USE-Piracicaba, palestrante e radialista espírita

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