Um Caso Pitoresco

As relações profissionais não deveriam sofrer os efeitos de posturas pessoais, especialmente entre pessoas com nível superior. Quando isso acontece nossas emoções não resolvidas ficam à mostra.

Não raro recebo e-mails convite para colaborar em matérias ou entrevistas. Entretanto, por experiênciapeço para ler o texto final antes de ser publicado, o que nunca foi problema. Há alguns dias fiz o pedido aumajornalistaque pretendia utilizar artigo de meu blog. Ela respondeu:

“Infelizmente o jornal não tem a política de permitir que oentrevistado leia a matéria antes de ser publicada. (…)pedir paraum jornalista para ver a matéria dele antes de ser publicada é o mesmo que chamá-lo de incompetente. É o mesmo que eu pedir para ver o resultado doseu trabalho, antes mesmo de você ter começado a trabalhar. Para nós jornalistas, éticos e comprometidos com o nosso trabalho é realmente muito desagradável.”

É fácil se verificar a irritação surgida pela restrição feita (a de ler antes). Foi o que chamei de postura pessoal. Um jornalista ético e comprometido entende a possibilidade do equívoco e acata o pedido sem problemas.

Ainda, há uma comparação infeliz no texto. Meu trabalho independe do trabalho de outros sem comprometê-los nele, ao contrário dela.

Porque a imprensa detém poderes, muitas pessoas se agradam com tais convites. Talvez a jornalista não esteja acostumada a restrições.

 

 

“Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos”. (Sigmund Freud)

 

 

Sou casada há 24 anos, tenho três filhas. Desde solteiro ele me traía, vários casos com alunas e com a babá das meninas. Mudamos todos para o Rio há 16 anos com promessa de parar, mas descobri que ele é pai de um menino de 12 anos quando chegou aintimação para pagar a pensão. Só me humilha, pois paga as contas. Sinto-me uma inválida, destruída e usada por um homem que só quis sexo e nunca me amou. Não consigo mais sonhar ou sorrir.

Miriam, 44.

 

Casou-se aos 20 anos e logo teve a primeira filha acreditando numa mudança dele. Perdoar é de foro estritamente pessoal. Mas ele não parou mesmo com as filhas pequenas.Que ganhos estaria tendo?É surpreendente que tenha engolido tanto. Seria medo de ficar sozinha com as filhas?

Numa relação de dependência talvez não tenha ponderado o custo/benefício de tudo.

O filho de 12 anos foi o que você testemunhou. Dá pra teridéia do que não sabe? A julgar pelo que coloca, ele fez muito mais do que pensa. Fica-me a pergunta: Em nome de quê aguentou tudo? Até o amor uma hora dá um basta. As consequências chegam, às vezes, quando pouco ou nada se pode fazer.

Somos responsáveis pelo que nos acontece. Podemos mudar o rumo de nossas vidas. O que não dá é tomar uma decisão e nos queixarmos por suas consequências.

Desculpe-me a dureza das palavras, é a lei da ação e reação. Olhe para frente, recomece a cada dia. O sol não cansa de raiar todas as manhãs.

 

 

 

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