Sexualidade E Consumo Na TV (IX)

Paulo Roberto Ceccarelli*

 

A exploração do erotismo banaliza a sexualidade tratando-a como se fosse igual para todos, ditando regras de consumo que padronizam o comportamento e performances sexuais. Para quem não consegue responder a essas imposições perversasexistem drogas que corrigem o ‘problema’.A indústria farmacêutica da “performance sexual” não para de crescer.

Aconstituição da sexualidade humana começa bem antes do nascimento e se relaciona com o lugar que a criança ocupa no imaginário dos que a acolhem no mundo. Ela marca o sujeito por intensos movimentos pulsionais, definindosua expressão,que se dá de forma singular em cada um.

A resposta que a criança dá às suas excitações sexuais não corresponde à leitura do adulto. Suas reações, ao surpreendê-la nas brincadeiras infantis, denunciam isso, e é nesse sentido que a criança é inocente. Na descoberta e construção imaginário-simbólica do próprio corpo não existe (ainda) nenhuma razão para se evitar sua exploração libidinal, o que ocorrerá pela leitura do adultoàs brincadeiras – culpa, prazer, proibição, pecado… – revelando como este viveu o despertar de sua própria sexualidade.

Fonte:http://www.ceccarelli.psc.br/

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Paulo Roberto Ceccarelli é Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII, entre outros títulos de peso.

 

 

“O sonho representa a realização de um desejo”. (Sigmund Freud)

 

Fui adotada e no ano seguinte nasceu a filha de sangue que sempre me magoou com isso e meus pais nunca fizeram nada. Com 11 anos começou usar drogas, tornou-se agressiva e me magoava sempre. Casei-me com 18 anos e meu marido sempre foi tudo pra mim, apesar da sogra, até me trair. Meu chão sumiu! Sumi e até fome passei. Voltei para casa, mas minha irmã chegava drogada com homens que nem ela mesma conhecia. Contei a eles e ela mandou me matar. Abri B.O.e fui colocada pra fora de casa.

Estou morando com meu namorado que não gosta de mim; sem emprego, sem moradia, estou entrando em depressão e quero conhecer minha mãe biológica.

 

Não é questão de tirar sua razão, mas me pergunto qual seja sua responsabilidade nisso tudo? Pois resisto na ideia de ser escolhida por seus pais para isso tudo. Porque mesmo sem perceber, somos responsáveis pelo que nos ocorre, ainda que indiretamente.

Junto a isso, tentou encontrar paz se casando e fugindo de tudo e como pôde ver, isso agravou a situação.

Buscando sua felicidade em outros cantos, negou a família (ainda que adotiva) como primeira referência, construindo um abismo para um pouco de paz. Ao voltar para casa a legitima nesse lugar.

O Conselho Tutelar saberia lhe ajudar sob vários aspectos (afetivo, social, jurídico, etc.).

A busca de sua mãe biológica reforça a negação de sua família adotiva, sem considerar como seria por ela recebida. Cuidado.

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