Sexualidade e Consumo Na TV (VI)

Paulo Roberto Ceccarelli*

Com a “revolução sexual” dos anos 60 surgiu grande liberdade para se falar sobre sexualidade. Houve maior transparência das práticas sexuais (o adolescente leva o/a companheiro/a para passar a noite em casa); casar-se sem ser virgem, ficar grávida sem se casar não causam mais escândalo; relacionamentos homossexuais são assumidos, etc. Pais passam a responder perguntas dos filhos honestamente. Tais assuntos não são mais tabus.
Porém, o contato com o sexual não se tornou mais simples. Com a “desrepressão” não houve um desrecalcamento da sexualidade. Essas duas variantes (repressão e recalque sexual) afetam regiões psíquicas diferentes, facilmente tratadas como de mesma ordem.
O sistema de valores sustenta o imaginário social e faz emergir a moral vigente. Esse imaginário constrói-se a partir de um mito de origem da cultura, portanto sócio histórico. O sistema de valores da cultura ocidental origina-se no imaginário judaico-cristão, onde o discurso ideológico com noções de normalidade e patologia, supostamente naturais e imutáveis, se cria. A Moral sexual civilizada impõe uma sexualidade normativa a todos, ponto em que incidiu a revolução sexual.

Fonte: http://www.ceccarelli.psc.br/

*Paulo Roberto Ceccarelli é Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII, entre outros títulos de peso.
CITAÇÃO!
“Cães amam seus amigos e mordem seus inimigos, bem diferente das pessoas, que são incapazes de sentir amor puro e têm sempre que misturar amor e ódio em suas relações”. (Sigmund Freud)

Pela minha psicóloga percebi que minha mãe tem complexo de inferioridade e me culpa por tudo, fazendo-me sentir uma incapaz. Exceto meu pai, ninguém me apoia em casa, embora sempre me critique, mas com a psicóloga só me elogiou. Porque ele também não falou os defeitos que sempre me aponta, fazendo parecer que as erradas são sempre minha mãe e irmã? Perguntei a ele e me disse que não quis me queimar. Estou sem entender nada!

Parece que a questão é queixar-se. Sua mãe pelo complexo de inferioridade, seu pai pela inconsistência. Você mesma reconhece que é uma protegida dele. E como pai tem o dever de educar, o que implica em eventuais correções.
Temos facilidade de apontar falhas e dificuldade em reconhecer méritos. E quando o assunto é educação de filhos isso fica mais evidente. Mas basta que um estranho apareça que defenderemos nossos familiares, por isso lhe protegeu diante da psicóloga.
É quase certo também que sua mãe e irmã tenham se rivalizado com você justamente por esse lugar privilegiado concedido por ele. Isso pode lhe prejudicar, pois viverá menos situações de frustração que sua irmã, frustrações necessárias para o desenvolvimento de uma mente adulta e madura.
Talvez, a própria situação de competição esteja preparando melhor sua irmã para a vida que não lhe poupará decepções, assim como ela não está sendo poupada no afeto diferenciado. Espero estar enganado.

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