MOISÉS, JESUS E O CARMA JUDEU

Alvaro Vargas        

O povo hebreu junto com o grupo dos árias, a civilização do Egito e as castas da Índia fazem parte da população de espíritos exilados na Terra quando o planeta de origem na órbita de Capela (Constelação do Cocheiro) atingiu um nível de elevação moral, selecionando os que poderiam ou não continuar reencarnando naquele orbe. Embora viessem como degredados, detinham grande avanço intelectual e colaboraram com a evolução da população de espíritos nativos em nosso planeta. De acordo com o espírito Emmanuel (médium Chico Xavier, A Caminho da Luz), dos espíritos degredados, foram os hebreus que constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalterados os seus caracteres através de todas as mutações, mantendo-se pouco acessível à comunhão perfeita com as demais raças do orbe. Mas de todos os povos era o mais necessitado devido a sua vaidade exclusivista e pretenciosa.

Com certeza os 400 anos do cativeiro humilhante no Egito ajudaram os hebreus a cultivar a humildade necessária e os preparou para a missão determinada pelo Cristo. A travessia do deserto poderia ser feita em três anos, mas levou quarenta e foi assim determinada por Moisés que sempre esteve orientado pelos mentores espirituais através de sua mediunidade. De acordo com Divaldo Franco e sua mentora Joanna de Ângelis (Grupo de Estudo Allan Kardec, 2012) “Moisés acima de tudo, entendeu ser necessário preparar a juventude para formar uma raça forte. O hebreu acostumou-se à escravidão, e só aparentemente queria libertar-se. Viveu no Egito por vários séculos, tornou-se descendente de escravo, acomodou-se a trabalhar, comer, procriar e dormir. Era um homem fisiológico, cheio de vícios. Deixou de lutar pelos ideais que dignificam a criatura humana”. O período no deserto colaborou na consolidação do sentido de unidade e crença em Deus, permitindo a formação de uma nova geração sem os vícios do cativeiro antes de chegar às terras de Canãa.

Entretanto, os hebreus se deixaram levar pelo sectarismo pernicioso do orgulho de raça e passaram a se considerarem como o povo escolhido por Deus (Javé), sendo a Divindade uma exclusividade do povo hebreu. Pelo espiritismo, compreendemos que esse não é o caso pois assim como os indivíduos, as nações recebem tarefas específicas a serem realizadas neste planeta visando ao bem comum da humanidade. Mas com a visão equivocada sobre Deus os hebreus deixaram um rastro de destruição em seu processo de ocupação das “Terras prometidas por Javé” eliminando no total trinta e um reis, inclusive passando a fio de espada velhos, mulheres e crianças na conquista de Jericó. Estes excessos provavelmente acarretaram um carma coletivo desse povo, resultando na dominação estrangeira da Palestina pela Babilônia (538 a.C.), Grécia (333 a.C.) e Roma (63 a.C.) e mais recentemente a tragédia do holocausto ocorrido durante a segunda guerra mundial.

Embora a época da reencarnação de Jesus tenha sido correta dentro da programação sideral pois existia a primeira globalização que possibilitou uma comunicação fácil entre todas as províncias do império dentro de um período de relativa paz (Pax Romana), os judeus esperavam um Messias que agisse como Moisés que enfrentou o faraó libertando-os da servidão. Desejavam a libertação do jugo romano, não um humilde carpinteiro que pregava a fraternidade e o amor, a sabedoria e a humildade. Embora até hoje parcela expressiva da humanidade rejeite a vivência cristã, de acordo com o espírito Emmanuel “a realidade é que um sopro de amargura pesou mais forte sobre os destinos dos judeus, depois da ignominiosa tarde do Calvário”. O templo judaico foi destruído e os judeus dispersos pelo mundo (70 D.C.), os deixando sem pátria durante séculos. Contudo segundo o espírito Emmanuel “Jesus acompanha a marcha dolorosa dos judeus através dos séculos de lutas expiatórias e regeneradoras e não tardará muito tempo para que vejamos os judeus compreendendo integralmente a missão sublime do Cristianismo”.

Alvaro Vargas é Eng. Agrônomo-Ph.D., presidente da USE-Piracicaba, palestrante e radialista espírita

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