Santa Rita: Bebel irá à Justiça para garantir transporte escolar aos alunos

Pais se reuniram com o representante da empresa Stênico -Crédito: Divulgação

 

A deputada estadual Professora Bebel (PT) irá recorrer à Justiça para garantir transporte escolar para um grupo de aproximadamente 30 alunos que residem na região do bairro Santa Rita São Francisco e estudam na EE (Escola Estadual) Pedro Moraes Cavalcanti, no bairro Nova Iguaçu, região do Dois Córregos, caso o município insista em não fazer o transporte. O pedido para a intervenção da deputada, que também é presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), foi feito por um grupo de pais de alunos, após encontro que tiveram por volta das 12h dessa quinta (6), com André Stênico, representante da empresa Stênico, que faz o transporte escolar no bairro, informar que não tem autorização para transportar os alunos que não constam de uma lista emitida pela Secretaria Municipal de Educação.

 

A reclamação dos pais é de que as aulas já começaram e os estudantes não estão conseguindo o transporte para se deslocar do bairro até a escola e vice-versa. Isso apesar de um ônibus da empresa Stênico passar pelo bairro e transportar aproximadamente 10 alunos. “Uma barbaridade o ônibus, que tem capacidade para transportar 44 pessoas, não aceitar transportar os nossos filhos ”, disse Karina Alvim, mãe de três alunos, que está levando os seus filhos até a escola. Roseli Castelato Gaioto, mãe de um aluno da EE “Pedro Moraes Cavalcanti”, também estava indignada com a situação e vem mobilizando os pais para não aceitarem esta posição. “Isso não pode continuar. É um absurdo!”, disse.

 

A mesma posição é compartilhada pela aposentada Ângela Maria Ortiz, que está pagando R$ 200,00 mensal para garantir o transporte particular do seu neto Samuel. André Stênico, que apareceu de surpresa no bairro, em um veículo com o logotipo da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, parou em frente ao Condomínio Residencial Parque Bertolini II, onde os pais estavam concentrados, para dizer que a empresa está fazendo um estudo visando adequar o transporte escolar. “Vim aqui para dizer que o motorista não tem culpa de não autorizar a entrada dos alunos no ônibus. Só podem entrar os que estão na lista e já tem direito garantido”, disse, ressaltando que a meta é reduzir  o número de ônibus que fazem o transporte escolar. Segundo ele, já foram sete, atualmente são cinco e a meta é reduzir para quatro.

 

A dona-de casa Elen Galantina conta que os pais pediram o apoio da deputada Professora Bebel porque querem garantir também transporte para os seus filhos. Os pais foram orientados a, primeiramente, voltar a oficializar o pedido de transporte junto à Secretaria Municipal de Educação e no caso do transporte continuar a ser negado, a assessoria jurídica da deputada recorrera à Justiça.

 

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