Apeoesp fará nova assembleia, com paralisação

Professores lutam contra a reforma da Previdência estadual – Crédito: Divulgação

 

Em assembleia na tarde de terça (4), professores da rede estadual de ensino debateram a conjuntura atual da categoria e definiram calendário e indicativos de campanhas a serem desenvolvida ao longo deste primeiro semestre, com foco contrário à aprovação da reforma da Previdência estadual e em defesa do reajuste salarial. Um grupo de professores e pais de alunos de Piracicaba também participou da assembleia – coordenada pela presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a deputada estadual Professora Bebel – realizada em frente à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

 

Os professores aprovaram a realização da segunda assembleia estadual da categoria no dia 18 de março, com paralisação, em horário a ser definido, na Praça da República. Ficou estabelecido ainda que, após a assembleia, os professores seguirão em caminhada para a avenida Paulista, onde se juntarão aos demais trabalhadores em educação, servidores públicos e outros segmentos na manifestação do “Dia Nacional de Luta em Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos”.  “Nossa luta é contra a reforma da Previdência, contra o autoritarismo, pela autonomia das escolas, reajuste salarial, carreira justa e valorização do Magistério”, diz Bebel.

 

Os professores aprovaram assembleia permanente contra a reforma da Previdência estadual, podendo ser convocados para mobilizações na Alesp, de acordo com a tramitação da reforma da Previdência (PEC 18 e PLC 80). As subsedes da Apeoesp atuarão junto às Câmaras Municipais em todo o Estado, não apenas buscando o posicionamento contrário à reforma da Previdência de Doria, mas abrindo o debate, tendo em vista que, em breve, os Municípios também serão atingidos por essa questão. A assembleia também aprovou a reedição da moção, já publicada anteriormente, contra os governos estaduais que promovem reformas da Previdência que atacam os direitos dos servidores públicos.

 

Na assembleia, foi estabelecido também que o principal eixo das campanhas da Apeoesp será a denúncia e a luta contra o autoritarismo do governador João Doria. “Ele está presente em todas as medidas e projetos impostos pelo governador e também pelo secretário da Educação. Na reforma da Previdência, na recusa em reajustar os nossos salários, na imposição do dia fixo para o ATPC, nos projetos privatizantes, na militarização das escolas, na negativa em autorizar as reposições de aulas e a dispensa de ponto para a VII Conferência Estadual de Educação e para o XXVI Congresso Estadual da Apeoesp, enfim, em tudo o que este governo faz existem imposição e autoritarismo. Os indicativos de campanhas serão aprofundados e detalhados durante o Congresso da Apeoesp, que se realiza de 7 a 9 de fevereiro em Serra Negra”, disse.

 

Antes da assembleia, na reunião do Conselho Estadual de Representantes da Apeoesp, que foi realizada no período da manhã, na sede da entidade, os professores foram unânimes em destacar a importância da organização da categoria e o papel fundamental que a Apeoesp desempenhou, por meio da deputada Professora Bebel, da diretoria da entidade, conselheiros e representantes no processo de atribuição de aulas, sobretudo na defesa dos professores da categoria O, principais vítimas da verdadeira bagunça em que se transformou a sua classificação. “Sem dúvida, foi graças à presença da Apeoesp nos postos de atribuição de aulas que se tornou possível organizar o processo e resguardar os direitos dos professores, embora ainda haja problemas pontuais a resolver”, disse Bebel, ressaltando que a Apeoesp cobrará da Secretaria Estadual de Educação a publicação da listagem atualizada e correta de classificação de todos os professores, enquanto as subsedes deverão realizar um balanço do processo de atribuição de aulas em todas as regiões.

 

ÔNIBUS ESCOLAR

Um grupo de aproximadamente 30 pais de alunos que residem no bairro Santa Rita São Francisco e estudam na EE (Escola Estadual) Pedro Moraes Cavalcanti, no bairro Nova Iguaçu, região do Dois Córregos, solicitaram a intervenção da deputada estadual Professora Bebel (PT) para resolver o impasse no transporte escolar destes estudantes. É que as aulas já começaram e os estudantes não estão conseguindo o transporte para se deslocar do bairro até a escola e vice-versa. A Professora Bebel está questionando a Diretoria de Ensino de Piracicaba sobre essa situação e pedindo providências urgentes.

 

Os pais alegam os seus filhos não estão podendo utilizar o transporte escolar fornecido pela pelo Governo do Estado. Segundo eles, o ônibus faz o trajeto que passa pelos bairros que residem, mas o motorista e a monitora que acompanham os alunos dentro do ônibus não permitem que eles entrem no veículo, argumentando que eles não têm a autorização da Diretoria Regional de Ensino.

 

Diante disso, um grupo de pais chegou a procurar a Diretoria Regional, na tentativa de solucionar o impasse, mas receberam a alegação de que a autorização deve ser dada pela Secretaria Municipal de Educação. Na Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, alegam que foi pedido para irem na escola obter esta autorização. “Infelizmente, fica esse jogo de empurra-empurra e os alunos não podem ir para escola dentro do ônibus”, reclama Elen Galantina, mãe de alunos.

 

Segundo esta mãe, nesta última terça-feira, dia quatro de fevereiro, duas irmãs que estudam na mesma escola, mas em séries diferentes, tiveram tratamento desigual. A que já estudava na Escola Pedro Moraes Cavalcanti não teve problemas em utilizar o ônibus, enquanto que para a irmã que começou a estudar neste ano o transporte foi negado.

 

A deputada Professora Bebel está encaminhando ofício à Diretoria de Ensino, solicitando providências urgentes para que os alunos não sejam mais prejudicados. “Os estudantes não podem pagar o preço por esta situação, e por este jogo de empurra-empurra, conforme relatam os pais”, diz Bebel.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Rolar para cima