Fundador do Lar dos Velhinhos, Jairo Mattos lança autobiografia

Jairo Mattos, ao lado do vereador Trevisan, em homenagem em maio de 2019 – Crédito: Fabrice Desmonts

 

Há exatos 15 anos, o presidente do Lar dos Velhinhos, de Piracicaba, Jairo Ribeiro de Mattos, decidiu começar a registrar na forma de texto os principais fatos que marcaram sua vida. Graças à memória prodigiosa, aos arquivos organizados ao longo do tempo e ao apoio de familiares e amigos, o relato se transformou no livro “Anos de Minha Vida e a Cidade Geriátrica”, lançado numa manhã de autógrafos, no último domingo (26), no Lar dos Velhinhos.

 

Com 230 páginas, dezenas de fotos e ilustrações, o livro foi editado pelo Icen (Instituto Cecílio Elias Netto). Trata-se da primeira edição da Coleção Especial Brava Gente Piracicabana, com tiragem de 1.000 exemplares. É o próprio jornalista e escritor piracicabano Cecílio Elias Netto quem assina o prefácio do livro. “Mesmo, talvez, sem tê-lo percebido ainda quando jovem, Jairo Mattos já seguia algo a que alguns chamam de destino e outros, de vocação: nascera para servir”, diz Cecílio em um dos trechos do texto que abre o livro.

 

“Eu não faço favor: gosto é de ajudar as pessoas”, resume o autor da autobiografia, que completa 89 anos de idade em abril próximo. Piracicabano, é professor aposentado da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), onde formou-se engenheiro agrônomo. Foi vereador (1973-1976) e deputado estadual por dois mandatos. Desde 1971, integra o quadro diretivo do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, do qual é o atual presidente. Na instituição, que é uma das mais importantes e reconhecidas do país no acolhimento a idosos, criou e desenvolveu a primeira cidade geriátrica do Brasil. Jairo Mattos é, também, sócio-diretor das rádios Educadora AM e Jovem Pan FM Piracicaba. Artista plástico premiado, Jairo é autor de mais de 100 esculturas em bronze, entre elas bustos de personalidades dos cenários local e nacional. “Nunca tive a intenção de ganhar dinheiro com as esculturas. Faço pela satisfação pessoal e por amor à arte”, confidencia.

 

Com projeto gráfico leve e ágil, repleto de fotos e ilustrações, o livro traz um relato construído sobre uma linha do tempo, pontuada de histórias ora curiosas, ora engraçadas, ora emocionantes, tanto da vida pessoal como do próprio Lar dos Velhinhos. As memórias de Jairo Mattos trazem à tona fatos e acontecimentos muitas vezes desconhecidos pela população: “Em 2005, quando faleceu a professora Maria Aparecida Barbosa, benemérita do Lar, resolvi ir até o local em que seu corpo fora sepultado. Nâo gostei do que vi e, de um dia para o outro, resolvemos providenciar um jazigo para o Lar dos Velhinhos, no Cemitério da Vila Rezende. Com o apoio de Cesário Ferrari, da Arts Pedra e da Prefeitura Municipal de Piracicaba, construímos o Templo da Paz”.

 

O livro registra a longa história de uma vida produtiva que, a depender da vitalidade e disposição de Jairo Mattos, continuará ainda por muito tempo. À frente do Lar dos Velhinhos – onde trabalha diariamente — ele exercita sua capacidade criativa e administrativa, já que a manutenção de uma entidade filantrópica é sempre um grande desafio, especialmente em períodos de crise.

 

 

 

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