
Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Bebel defende os servidores e marca audiência contra a reforma administrativa
Da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na tarde desta última terça-feira, 10 de fevereiro, a deputada estadual piracicabana Professora Bebel (PT) fez duras críticas ao governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que não respeita os servidores públicos do Estado de São Paulo, especialmente os professores. Justamente para organizar a categoria para lutar contra os ataques do governador, Bebel promove audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) nesta quinta-feira, 12, às 18 horas, no plenário Teotônio Vilela, quando estará discutindo o projeto de lei 1316/2025, de Tarcísio de Freitas, que propõe uma reforma administrativa que ataca especialmente a carreira do magistério paulista.
Em seu pronunciamento, a deputada Professora Bebel denunciou, mais uma vez, que o governador não cumpre o Piso Salarial Nacional e ainda anuncia “reajuste” que só vale para quem está abaixo do piso, sem repercutir na carreira. “Isso é injusto e divide a categoria!”, criticou. E emendou: “se não bastasse isso, chegou o PL 1316/2025, uma “reforma administrativa” da educação, enquanto nas escolas segue faltando absolutamente tudo. Acredito que esta Casa pode e deve se unir, como já fizemos quando derrubamos o confisco de aposentados e pensionistas. Este é um momento imprescindível de unidade para defender a educação, saúde e segurança como políticas estruturais e garantir a qualidade esperada e merecida nos serviços públicos no estado de São Paulo”, enfatizou.
Bebel, que é primeira presidenta interina da Apeoesp, diz que é preciso uma grande mobilização para pressionar o governador a retirar este projeto da Assembleia Legislativa, uma vez que os ataques aos servidores públicos estão sendo intensificados cada vez mais. “Esse governo já iniciou demissões arbitrárias e tenta enfraquecer magistério paulista com cortes, avaliações injustas e precarização da carreira. Foram dispensados diretores cujas escolas não tiveram bom desempenho, como fosse responsabilidade destes profissionais o mal desempenho dos alunos, e não a falta de estrutura. O govenador Tarcísio de Freitas e o secretário da Educação, Renato Feder, não podem inventar formas para demitir, com a finalidade de rejuvenescer o magistério paulista”, diz.
Bebel destaca que os baixos salários, com ataques à carreira, levam o professor a permanecer mais tempo no magistério, uma vez que ao se aposentar, terá redução nos seus salários. Para resolver esta situação, ela diz que é necessário ter uma carreira atraente, aberta e com várias formas de evolução e não com desmonte da carreira, como tem feito o governado do Estado de São Paulo, que não cessa os ataques ao magistério paulista.
Portanto, Bebel diz que é preciso uma grande mobilização da sociedade paulista contra estes ataques que estão para ser ampliados contra os servidores estaduais e os serviços públicos. “Vamos lutar para que seja retirada este projeto, intensificando a mobilização e esta audiência pública é fundamental para aprofundamos as discussões sobre os principais pontos deste projeto que atinge os servidores estaduais”, completa.