NO PSD — I
A ex-secretária municipal de Ação Cultural e educadora Rô Camolese oficializou, na última terça-feira (13), sua filiação ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab. Nem precisaria apostar que seria na mesma legenda da Barjas Negri (PSD). Depois de quase 30 anos no PSDB, Rô decidiu trocar de sigla e seguir o mesmo caminho do ex-prefeito. Com a chegada de Rô, Barjas ganha um reforço de peso, daqueles apoios que não chegam quietinhos: entram, puxam a cadeira, dão “boa tarde” e já começam a reorganizar o ambiente. Em resumo: o PSD ficou mais forte… e o PSDB ficou com aquela sensação de “cadê minha gente?”
NO PSD — II
Após ocupar o posto de vice-presidente estadual do PSDB Mulher, Rô Camolese desembarca no PSD Mulher com bagagem de sobra, e daquelas que não passam no raio-x de tão recheadas. Com um currículo de respeito, a educadora chega com cara de quem não veio só “dar uma olhadinha”. Aliás, só perdeu a letra “b” do seu antigo partido, o PSDB, e agora só PSD.
RÔ NO PSD III
Nos bastidores, a aposta é que Rô não vai ficar no cantinho da sala: pode muito bem garantir um assento de destaque, daqueles com plaquinha, café na mesa e voz ativa entre as mulheres mais influentes da legenda. Resumo da ópera: o PSD Mulher ganhou reforço de peso… e, se vacilar, já já ela tá organizando a casa. A ex-secretária sempre esperou, sonhando, espaço que lhe desse o ex-prefeito Barjas Negri (PSD), que também perdeu a letra “b”.
NO PSD — III
Mas a pergunta que não quer calar é: como o prefeito Helinho Zanatta, filiado ao mesmo partido, está recebendo esses novos nomes no PSD? O que corre nos bastidores é que essas filiações “VIP” não passam exatamente pela mesa do prefeito… e sim direto pelo andar de cima, com carimbo do presidente nacional Gilberto Kassab. Só aí já dá para analisar para qual legenda está indo a ex-secretária de Barjas Negri.
NO PSD — IV
Nos bastidores da política, corre a fofoca de que o prefeito Helinho Zanatta não deu as caras na filiação da ex-secretária e ex-vereadora Rô Camolese ao PSD. Aí fica a dúvida que ninguém quer calar: será que o alcaide de Piracicaba sabia da mudança de partido? Ou vou mais longe… será que foi convidado pela Executiva Estadual do PSD e “esqueceu” de anotar na agenda? Nuvens e mais nuvens…
NO PSD — V
O fato é que, em política, ausência também é presença, e quando alguém falta, o povo já começa a montar teoria como se fosse final de novela. Mas esse Capiau aqui está atento, de binóculo na mão e ouvido na parede, porque uma coisa é certa: as cenas dos próximos capítulos prometem, e Piracicaba adora um episódio inédito. Como gosta das nuvens na política.
ESPERANÇA
A executiva do PSDB, presidida pelo professor e ex-secretário de Meio Ambiente de Piracicaba, José Otávio Machado Menten, ainda alimentava aquela esperança clássica de novela: que Rô Camolese reconsiderasse e permanecesse na legenda. Sabe aquele “vai que ela muda de ideia”? Então… ficou só no “vai que”. No fim, a esperança virou saudade: Rô Camolese é mais um nome de peso que deixou o ninho tucano e decidiu partir para outros voos, e pelo visto, voo direto, sem escala e com embarque prioritário. Sujeita às nuvens, claro.
NINHO — I
Com a saída da Rô Camolese do ninho tucano, a política tupiniquim já entrou em modo “detetive particular” e a pergunta pelos corredores é uma só: quem será o próximo, ou a próxima, a bater asas fora do PSDB? E olha, opções não faltam. Tem uma turma de lendários que, a depender do vento político, pode acabar fazendo as malas e dizendo aquele clássico “não é você, sou eu”. Na lista de possíveis “desembarques” aparecem nomes como o ex-vereador José Aparecido Longatto, Edgar Camolese, Vlamir Schiavuzzo, entre outros que o povo já está de olho como quem assiste novela esperando a reviravolta.
NINHO — II
Agora, se tem gente que parece mais difícil de largar o barco, é o grupo considerado “raiz, tronco e galhos” do tucanato: José Otávio Machado Menten, Camilo Barioni e Alexandre Neder. Esses aí, pra sair, só se o PSDB mudar de nome, de cor e ainda oferecer cafezinho gourmet na saída. No fim das contas, em política, a gente sabe como é: hoje é “ninguém sai”, amanhã é “vamos conversar”, e depois, já tem foto de filiação com sorriso de quem sempre esteve em casa.
NINHO — III
Claro que os vereadores eleitos pelo partido não podem sair agora, porque aí o risco é grande: podem perder o mandato, já que, na prática, o mandato é do partido. Ou seja, sair antes da hora é tipo pular do ônibus com ele em movimento: dá ruim e ainda machuca.
NINHO — IV
Então, se alguém aí está sonhando com mudança, casos como pastor Rerlison Rezende (Relinho), André Bandeira, Pedro Kawai e Dr. Marco Bicheiro, precisa ter calma no coração e segurar a ansiedade, porque, se quiserem trocar de legenda, só na famosa “janela partidária”, aquele período mágico em que os políticos podem mudar de partido sem tomar cartão vermelho. E pelo que se desenha no tabuleiro, essa janela deve abrir só em 2028. Até lá, é manter a postura, sorrir nas fotos e seguir no partido como quem diz: “tá tudo certo, por enquanto.
NINHO — V
Apesar disso, dizem nos bastidores que o vereador e atual presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, pastor Rerlison Rezende (Relinho), para tomar qualquer atitude política, antes precisa fazer aquele ritual básico: pedir a bênção de quem realmente manda no pedaço, o pastor Toninho Stefan, presidente da Quadrangular no Estado. E olha, sem o “amém” do pastor Toninho, não se mexe uma palha. Não se lê o Salmo seguinte.
NINHO — VI
Segundo os comentários, não se troca nem a senha do Wi-Fi, quanto mais mudar de partido. Para contratar assessor então? Aí é quase um “processo celestial”: passa por oração, consulta, carimbo e, se bobear, só depois de uma revelação em três vias. Ou seja, dentro da turma da igreja, política funciona no modelo hierarquia sagrada e, por lá, qualquer decisão importante só sai quando vem com o selo oficial: “Aprovado pelo pastor presidente.”
BRITO
O secretário de Desenvolvimento Social de Piracicaba, Edvaldo Brito, está batendo no peito para afirmar que a cidade tem projeto social em relação às pessoas em situação de rua. E que se coloca à disposição dos outros municípios para informar, ao mesmo tempo em que contesta que “despejem” pessoas na cidade para os cuidados da sua pasta. Brito informa que vai denunciar ao Ministério Público.