
A Fundação Casa e as Fábricas de Cultura, uma iniciativa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, uniram forças para transformar a rotina de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em São Paulo. Lançada oficialmente na terça-feira, 15, no Casa Governador Mário Covas, centro socioeducativo na capital paulista, a parceria prevê a oferta de pelo menos 32 cursos de formação artística ao longo de um ano, totalizando 320 vagas e cerca de 980 atendimentos. Com foco em protagonismo, reinserção social e capacitação, a iniciativa visa promover o acesso à cultura como uma poderosa ferramenta de mudança para jovens em situação de vulnerabilidade.
O evento de lançamento contou com a presença da secretária de Estado da Cultura Marília Marton e do secretário executivo de Estado da Cultura Marcelo Assis, do secretário de Estado da Justiça e Cidadania Fábio Prieto, da presidente da Fundação Casa, Claudia Carletto, e de representantes das Organizações Sociais Catavento e Poiesis, que gerenciam as unidades das Fábricas de Cultura.
Na cerimônia, a secretária Marília Marton destacou a amplitude do projeto: “A iniciativa reforça o compromisso do Governo de São Paulo com o acesso à arte e à educação como caminhos de mudança. O programa Fábricas de Cultura agora também cumpre o papel de abrir novas perspectivas para adolescentes em contextos vulneráveis, apostando no protagonismo criativo como instrumento de reintegração social”.
A cerimônia de lançamento foi abrilhantada por apresentações artísticas que revelaram o talento e o potencial transformador das Fábricas de Cultura. Um vibrante desfile de moda autoral, com jovens exibindo looks streetwear criados e confeccionados por eles próprios ao som envolvente de DJs, deu o tom do evento. Em seguida, uma dupla de adolescentes emocionou a plateia com uma potente apresentação de rap, cujas letras expressavam suas vivências e aspirações, demonstrando a voz e o protagonismo que a arte pode proporcionar.
Para Claudia Carletto, presidente da Fundação Casa, a parceria celebrada marca um avanço importante na política de socioeducação do Estado: “Mais do que oferecer cursos, essa iniciativa amplia horizontes, estimula talentos e cria possibilidades reais de futuro. É a presença concreta de um Estado que acredita e investe na potência dos nossos jovens, oferecendo oportunidades que podem mudar suas vidas”.
“Esta parceria é um exemplo contundente de como a união de esforços entre diferentes setores do Estado – Cultura, Socioeducação e Justiça – é fundamental para alcançarmos resultados efetivos. Do ponto de vista da Justiça, incentivar programas como as Fábricas de Cultura na Fundação Casa significa ir além da medida socioeducativa, é construir pontes para a cidadania plena e, consequentemente, reduzir a reincidência. Acreditamos que a arte e a cultura são pilares essenciais na prevenção da criminalidade e na construção de um futuro mais seguro para todos os cidadãos do nosso estado”, destacou o secretário Fábio Prieto.
As atividades já começaram neste mês de julho com a oferta de 16 cursos, somando 160 vagas. As formações abrangem temas como fotografia, moda e grafitti, corpo e movimento, grafitti em papel, dança breaking, sabonete e velas artesanais, iniciação a tranças afro, desenho artístico, capoeira, teatro; rap, poesia e slam, e ritmos, escuta e poesia. Cada curso terá duas aulas semanais, com duração de uma hora e meia. Nesta primeira etapa, sete centros da Fundação Casa serão contemplados: Gov. Mário Covas, Bela Vista, Ônix e São Paulo, na capital paulista, e Osasco I, Osasco II e Diadema, na região metropolitana.
EXPERIÊNCIAS – Como um testemunho do sucesso dessas parcerias, a Fundação CASA celebra uma experiência exitosa de maio de 2025: dois jovens do CASA Guayi, em Guarulhos, gravaram sua canção autoral ‘My Street Vilão’ em um estúdio profissional das Fábricas de Cultura [https://fundacaocasa.sp.gov.br/adolescentes-da-fundacao-casa-homenageiam-seus-bairros-em-concurso-de-redacao-inspirado-em-musica-dos-beatles/]. Essa conquista foi o prêmio por terem vencido o concurso de redação ‘Minha Penny Lane’, que contou com a participação de 181 adolescentes e teve como inspiração a clássica música dos Beatles, imortalizada por Paul McCartney. A história de sucesso desses adolescentes reflete o potencial da arte para impulsionar a autoestima e a reconstrução de projetos de vida.