
A Cia. Jovem de Dança de Jundiaí realiza apresentação gratuita em Piracicaba na próxima sexta-feira, 18, às 20 horas, no Teatro Municipal de Piracicaba Dr. Losso Neto (Avenida Independência, 277 – Alto, Piracicaba)
Com direção artística de Alex Soares, a Cia. Jovem de Dança de Jundiaí, corpo artístico municipal ligado à Unidade de Gestão de Cultura (UGC), leva para o Teatro Municipal de Piracicaba seu programa triplo de coreografias com “Hu.Ga”, “Aquilo que guardo” e “Dança pra Lua”.
Hu.Ga é uma coreografia de Alex Soares. Assim como para nós a palavra “saudade” não tem uma tradução precisa em outras línguas, a expressão dinamarquesa “hygge” (pronuncia-se “hu-ga”) também não pode ser traduzida. Uma tentativa possível de se explicar é a de um conceito que pode ser próximo ao aconchego, ou a sensação de estar em um ambiente agradável, um estado de intimidação da alma. E para cada dinamarquês esse estado íntimo é algo muito específico. Esse modo de viver está ligado, também, ao fato de os dinamarqueses serem considerados um dos povos mais felizes do mundo. Assim, este trabalho é uma tentativa de traduzir em imagens o sentimento “hygge” e ressaltar as diferenças e pontos de encontro entre este entendimento por parte dos dinamarqueses e também por nós brasileiros.
Aquilo que guarda é uma coreografia de Sarah Raquel. “Aquilo que guarda” mergulha no universo poético da cantora Elis Regina com o objetivo de proporcionar uma atmosfera envolvente para o espectador. A voz potente da “pimentinha”, como era conhecida, une-se aos movimentos contemporâneos marcados de subjetividade. A coreografia é um convite a sentir o corpo e os ossos. Sentir até rir ou falar com voz embargada; até tremer ou pular, do mesmo modo que Elis abraçava o palco e fazia de suas interpretações um espetáculo.
De Ivan Bernardelli, Dança pra Lua é uma coreografia premiada na Categoria Dança – Melhor Espetáculo pelo Prêmio APCA 2023. Mitos da lua aparecem em muitas culturas. No Brasil, tais mitos originais tiveram influência dos povos indígenas, das mitologias da lua presentes nas tradições bantu e iorubá e das mitologias latinas, influenciadas por narrativas que compuseram as bases das festividades pagas – e também religiosas – na península ibérica. “Dança pra Lua” é um espetáculo de sagração deste astro mágico, a partir de um trabalho coreográfico marcado pela circularidade, repetições, ciclos, mandalas, loopings e
espelhamentos – circularidade multidimensional do espaço, do tempo, do ritmo e do movimento, em busca de uma atmosfera cênica que evoca aspectos de delírio e transe, tão presentes nos ritos que celebram os mitos.