Confisco – Bebel promove hoje audiência pública pelo fim do confisco

A iniciativa da audiência pública é da deputada Professora Bebel: fim do confisco de aposentados e pensionistas do Estado

 

A deputada estadual Professora Bebel (PT) promove, nesta terça (28), audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para debater o fim do confisco salarial sobre as aposentadorias e pensões de servidores estaduais. A audiência será realizada no auditório Teotônio Vilela, a partir das 15 horas e visa, além de debater os projetos que tramitam na Casa, assim como estratégias para que sejam votados.

Com esta iniciativa, o objetivo da deputada Professora Bebel é de que a Mesa Diretora da Alesp paute a votação de proposituras que tratam do fim do confisco de aposentados e pensionistas. Na Casa tramitam diversos projetos com esta finalidade, entre eles o PL 450 da própria deputada, assim como o PDL 39/2020, que susta os efeitos da declaração de déficit atuarial feita pelo governo estadual em 19 de junho de 2020, que permite a cobrança de contribuição previdenciária majorada pelos aposentados e pensionistas, assim como de Ação Direta de Inconstitucionalidade que tramita no STF, e a PEC 6/2021, também assinado por outros parlamentares. “Estas proposituras se aprovadas põe fim ao confisco dos aposentados e pensionistas. Hoje, todos os projetos contra o confisco estão em igual situação, pois nenhum deles foi ainda pautado no plenário. Se isso vier a acontecer, obviamente votarei a favor, independente de qual seja a propositura, porque vem sendo  praticada no Estado de São Paulo uma grande injustiça com os servidores aposentados e pensionistas, das mais diversas áreas”, tem defendido a deputada Professora Bebel.

 

A deputada Professora Bebel com o professor Fernando Haddad, durante a inauguração da fábrica de laticínios

Gilmar Mauro, coordenador do MST, fala da importância da fábrica observada por lideranças políticas, entre elas a Professora Bebel. Foto: Divulgação

MST – Ao lado de Haddad, Bebel participa  da inauguração de fábrica de laticínios

Ao lado do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PT, a deputada estadual Professora Bebel (PT) participou da inauguração da fábrica de laticínios Coapar, do MST, no município de Andradina, noroeste do Estado. A inauguração aconteceu na última sexta (24), reunindo diversas lideranças do Partido dos Trabalhadores, como o presidente do partido, Luiz Marinho; Gilmar Mauro, coordenador do MST, além do ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice-presidência da República na chama encabeçada pelo ex-presidente Lula.

Para a deputada Bebel, a inauguração desta fábrica de laticínio “é um dia histórico para os trabalhadores e trabalhadoras do Movimento dos Sem Terra. Sem dúvida, um grande empreendimento que conecta desde o pequeno produtor de leite, passando pela industrialização dos derivados até o consumidor final. Parabéns a todos do MST por mais essa conquista”.

A parlamentar ressalta que fez questão de estar presente ao lado do professor Fernando Haddad e do presidente da Coapar Lourival Plácido de Paula e tantos outros companheiros e companheiras de luta, como o coordenador do MST, Gilmar Mauro, para reafirmar o seu compromisso com o assentamento de famílias no campo. “Defendo a reforma agrária porque é preciso dar a oportunidade para que as pessoas possam produzir e, a partir disso, gerar produtos, alimentos pelo menor preço possível para nossa população e, consequentemente, renda para estas famílias”.

Haddad afirmou que a Coapar será “fundamental” para o desenvolvimento daquela região.  “Eu tenho uma relação de muito respeito e admiração com o MST e essa fábrica reforça esse sentimento. Olha, o compromisso que temos que assumir é que não há como ter terra improdutiva, enquanto tem gente passando fome”, finalizou Haddad.

Alckmin disse estar “feliz nesta grande indústria do MST em Andradina”. “A história do MST é de luta e conquistas e o cooperativismo da Coapar é um sucesso”, disse Alckmin, vencendo a resistência da plateia.

Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST, afirmou que a experiência pode ser expandida pelo país. “Essa inauguração é a celebração da experiência da colaboração, colaborar é importante, crescer juntos. Quando um grupo desistiu dessa cooperativa, alguns jovens decidiram continuar e hoje colhem o fruto dessa insistência”.

A indústria — Em 1989, um grupo de trabalhadores rurais do MST, da região de Campinas, no interior de São Paulo, ocupou a Fazenda Timboré em Andradina, onde começaram a produzir leite.  Em 1997, esse grupo fundou a Cooperativa de Agropecuária dos Assentados e Pequenos Produtores da Região Noroeste do Estado de São Paulo (Coapar). Hoje, a cooperativa alcança 24 assentamentos do MST, distribuídos em 12 municípios.

Entre os trabalhadores do MST, que ocuparam a Fazenda Timboré, estava Lourival Plácido, que hoje é presidente da Coapar e membro da Executiva estadual do MST, que celebrou a inauguração. “É muito importante para toda a região, a inauguração de nossa fábrica hoje. São quase mil famílias assistidas, o que impacta toda a economia local”, contou Plácido, que pretendia ter inaugurado a indústria em 2020, mas o processo foi atropelado pela pandemia. “Quando estávamos avançando com as obras, tínhamos recursos aprovados, depois de todo usar dois anos de silêncio do governo (Michel) Temer, e do boicote do governo de Jair Bolsonaro (PL), que tentou derrubar nosso projeto de R$ 13 milhões para R$ 1 milhão. No final, pressionamos e ficou em R$ 9 milhões”, lembra Plácido. “No entanto”, continua o líder do MST, “veio a pandemia e tudo ficou muito mais caro, principalmente o cimento, que subiu 30%”, explica Plácido.

A obra só foi concluída após a pandemia, quando a Coapar acessou R$ 3,5 milhões na Finapop, programa de crédito criado pelo MST, em parceria com um grupo de investidor.  Com 160 tanques de refrigeração, sendo 100 individuais e 60 coletivos, espalhados em lotes do MST na região, que armazenam leite da produção de 900 famílias, a Coapar pretende produzir 55 mil litros de laticínios por dia e até 2 milhões por mês.

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