Thais Soleira Rodrigues
𝗜𝗡𝗧𝗨𝗕𝗔𝗖𝗔𝗢 𝗘𝗡𝗗𝗢𝗧𝗥𝗔𝗤𝗨𝗜𝗔𝗟: é um processo em que um tubo de plástico flexível é inserido através da boca ou nariz para dentro da traqueia. Normalmente, durante o paciente é sedado antes da entubação. Ele pode ser ligado ao ventilador para fornecer ventilação artificial.
Indicações: sinais de IR no exame físico com uso de mm acessória, alta FR/respiração paradoxal, tiragem intercostal, sinal de Hoover, falência respiratória (FR>30, VC< 4ml/Kg), reanimação devido parada cardiorrespiratória, apnéia e hipoventilação, escala de Glasgow.
Complicações: paralisia das cordas vocais, sinusite, estímulo de reflexo do vômito, auto- extubação, estenose da laringe, traqueomalácia, traumatismo da boca ou nariz, disfagia, disfonia, estridor laríngeo, edema de glote, hemoptise.
𝗧𝗥𝗔𝗤𝗨𝗘𝗢𝗦𝗧𝗢𝗠𝗜𝗔: é em um procedimento cirúrgico onde ocorre a abertura da parede anterior da traqueia, fazendo uma comunicação da mesma com o meio externo. Este procedimento é indicado quando há acumulo de secreção traqueal, inativação da musculatura respiratória ou para promover uma via aérea estável em paciente com intubação traqueal prolongada.
Indicações: Obstruções de vias aéreas, inabilidade do paciente de garantir limpeza ou
proteção da via aérea , suporte respiratório em pacientes com VM , eliminar espaço morto (melhorar a eficiência da ventilação em pacientes com fraqueza extrema), papel no desmame da ventilação (praticidade da conexão e desconexão do ventilador a qualquer momento).
Complicações: Intra-operatórias (sangramento, posicionamento inadequado da cânula, fístula traqueoesofágica, parada cardiorrespiratória), precoces (sangramento, infecção da ferida, obstrução da cânula, decanulação acidental), tardias (fístula traqueoesofágica, fístula traqueoinominada, dificuldade de decanulação).
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Thais Soleira Rodrigues, fisioterapeuta