José Antonio Fernandes Paiva
Muito se discutiu nos últimos tempos sobre idealismo, direita, esquerda. Às vésperas do 7 de Setembro, tido como data da Independência do Brasil, um novo grito ideológico está por vir.
O bolso-idealismo profissional contempla generais, juízes, delegados, influencers, youtubers, evangélicos, donos de redes de TV, cantores sertanejos e outras categorias, nem todas adequadas ao convívio social.
Por trás da demência ideológica, poucos notaram que se armava o enredo principal, diminuindo o papel do Estado com serviços do setor privado. No entanto, sem uma política econômica que estimule o desenvolvimento econômico.
Comércio de armas, queima da floresta, liberação de mais de 300 agrotóxicos, pesca em santuários, ocupação de terras indígenas, mineração ilegal, exportação clandestina de madeira, fim da aposentadoria por tempo de serviço, redução de direitos trabalhistas, entrega do pré-sal, desestruturação do Banco do Brasil e da Caixa, etc.
Tudo isso rendendo muito dinheiro para os bolso-idealistas, claro. Mas é troco diante do que se escuta a respeito de intermediações, contratos, orçamentos, licitações, licenças, financiamentos, transferências, repasses e o que você imaginar, em todas as áreas. É a tomada do Estado para fins lucrativos.
O povo brasileiro apenas está vendo impávido o que este sistema plantou desde 2013, quando saiu às ruas para sabotar o País, que estava melhorando desde 2003, em todas as áreas.
Queriam que resolvesse 500 anos de corrupção, exploração, subdesenvolvimento e desigualdades em 10 anos, como se tudo não dependesse do Congresso, do Judiciário, dos governadores, dos prefeitos e do próprio povo brasileiro.
Pediram padrão Fifa nos serviços públicos e ganharam a destruição do Estado e do país com Bolsonaro. Foram massa de manobra de uma elite oportunista, a única que ganhou com o golpe e a eleição do fascista. E muitos ainda não entenderam que o inimigo a ser combatido não é o PT, o Lula ou a esquerda.
São representantes dessa elite atrasada, fascista e mesquinha, nas falsas Igrejas, na mídia, e no mercado, a começar pelo pior de todos, Bolsonaro, que incitam a rebeldia.
Alguns indicadores deste atraso são dólar, dívida pública, balança comercial, política exterior, dívida externa, preço do gás, gasolina, óleo diesel, rachadinhas, milícias, droga em avião presidencial, toma-lá-dá-cá com o Centrão,
E os Bolso-idealistas desviam o foco apontando que o problema é o Supremo Tribunal Federal, a imprensa, e os Comunistas, cuja representação na Câmara e no Senado nem chega a 1% dos parlamentares.
A nós talvez caiba o papel de aprofundar o debate e as ações com todos os seguimentos sociais para buscar o melhor para os que trabalham e ou trabalharam e produzem trabalho e renda o melhor modelo para o Brasil e darmos um grande Grito dos Excluídos, ignorados e discriminados.
Por uma política de Desenvolvimento Econômico e social. Por Trabalho e Renda. Pelo Fortalecimento do SUS. Pelo combate à fome e a miséria.
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José Antonio Fernandes Paiva, presidente do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SindBan)