Francys Almeida
O preço do gás vai subir mais 5% essa semana, já são 30% de aumento em 12 meses, podendo chegar a R$ 110,00 na região, o que tem feito várias pessoas buscarem fogão a lenha. Afinal, tem que escolher entre comprar comida ou gás. Uma rápida visita às comunidades de Piracicaba, facilmente se constata essa terrível situação, e que é ignorada pelo poder público local, que está preocupado com outras metas, as quais não envolvem a dignidade da pessoa humana ou alguma saída socioeconômica para quem mais precisa.
No Estado do Mato Grosso, o valor do gás chegará a R$ 130,00; em Goiás, R$ 96,00, um reflexo da falta de planejamento econômico da gestão do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do (des)governo de Jair Bolsonaro, que prometia em 2018 o preço do gás “no máximo R$ 35,00”. Só os tolos acreditaram. Diga-se de passagem, ainda há quem acredite.
Somado ao colapso econômico, há um sofrimento humanitário, em um ano: 30% dos moradores de rua cresceram nas cidades, levados principalmente pelo desemprego e falta de perspectiva de melhoria. Estima-se que 250 mil brasileiros estejam morando nas ruas, mas esse sofrimento não incomoda aos “patriotas de goela”, ocupados em passeio de moto, ameaças à democracia e ao Estado Democrático de Direito.
O governo do ódio não conseguiu produzir nada positivo ao país: aumentou a pobreza e miséria, dividiu o país, negou a ciência e boicotou a vacina em defesa do “tratamento precoce”, que deve ser tema em breve do Tribunal Penal Internacional, tendo em vista os crimes contra a humanidade que representam essa propagação enganatória em nome de lucro em laboratórios farmacêuticos.
É importante não esquecer que o prefeito Luciano Almeida (DEM) defendeu e acatou esse “tratamento precoce”, além de ter, nos primeiros dias de governo, fechado a tenda do Piracicamirim, medidas que fizeram a cidade a se aproximar de 1500 mortos, quase 1100 de janeiro até agosto, um recorde que está banhado de sangue nas mãos do Executivo Municipal.
Mas seguimos “torcendo” para que o governo dê certo, pois Piracicaba precisa avançar e melhorar. Mas, ao que parece, sem a base necessária na Câmara, o executivo fica na corda bamba, abrindo espaço para o instituto do impeachment, que virou moda até para o Poder Judiciário brasileiro.
_____
Francys Almeida, bacharel em Direito, síndico profissional, militante partidário (PCdoB) em Piracicaba