Vereador Polezi: Ipedd pede à Câmara abertura de processo por quebra de decoro

O Ipedd (Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia) encaminhou, nessa segunda-feira (2), ao presidente da Câmara de Vereadores, Gilmar Rotta, ofício em que solicita medidas por quebra de decoro parlamentar pelo vereador Fabrício Polezi (Patriota). A entidade classifica como inaceitáveis as atitudes de Polezi durante manifestação pública, contra o presidente Bolsonaro, realizada na cidade no último dia 24 de julho.

Em nota sobre o episódio, intitulada “Intolerância e infantilismo de um integrante do poder legislativo municipal”, o instituto afirma que “não cabe a nenhum cidadão, especialmente quando está investido de um mandato público, assumindo o cargo de vereador municipal, fustigar e ofender manifestantes”. Informa que o direito à livre manifestação é um dos pilares da democracia e está assegurado no Art. 5º da Constituição Federal.

Durante o Ato público no dia 24, convocado por sindicatos e movimentos sociais e populares de Piracicaba, o vereador do Patriota dirigiu diversos xingamentos aos participantes, em especial contra o dirigente sindical e assessor parlamentar na Câmara de Vereadores José Osmir Bertazzoni.

Sobre a atitude do parlamentar, a noda do Ipedd registra ainda: “Pior que a falta de decoro parlamentar é a intolerância de um participante do poder legislativo local, pois ao cometer tal violência em público, o mesmo acredita que é dono da verdade, guardião da moralidade e sente-se com o poder de censurar e impedir manifestações que contrariam sua ideologia.”.

Segue a íntegra da Nota do Ipedd:

Intolerância e infantilismo de um integrante do poder legislativo municipal

Intolerância e infantilismo de um integrante do poder legislativo municipal O Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia vem a público afirmar que o direito à manifestação e ao protesto público, um dos pilares de nossa democracia, está assegurado no Art. 5º da Constituição Federativa do Brasil.

Desta forma, não cabe a nenhum cidadão, especialmente quando está investido de um mandato público, assumindo o cargo de vereador municipal, fustigar e ofender manifestantes.

Quando um integrante do poder legislativo municipal, o vereador Fabrício Polezi (Patriota), acompanhado por um grupo de aliados, passam a agredir manifestantes em protesto público, isso indica que esses agressores consideram-se protegidos, quando na verdade não há amparo legal para tal afronta.

Não há complacência a uma autoridade pública em função da falta de reconhecimento de uma manifestação lícita e necessária em função dos desmandos e das conversas fiadas de Jair Messias Bolsonaro.

As provocações iniciadas pelo vereador e seus acompanhantes, além de explicitar uma posição política repugnante que provocou ofensas, humilhações, desprezos, xingamentos, ameaças e chantagens, não só revelam intolerância de seus agressores aos manifestantes, mas projetam o infantilismo de suas respectivas mentalidades, que tentam anular ações humanas legais e legítimas que reivindicavam o impeachment do Presidente da República.

Pior que a falta de decoro parlamentar é a intolerância de um participante do poder legislativo local, pois ao cometer tal violência em público, o mesmo acredita que é dono da verdade, guardião da moralidade e sente-se com o poder de censurar e impedir manifestações que contrariam sua ideologia.

Desta forma, o Ipedd endossa o pedido de quebra de decoro parlamentar contra o vereador responsável por tal ato público realizado em 24 de julho de 2021 e solicita à Comissão de Ética da Câmara de Vereadores providências cabíveis.

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