São Pedro reforça prevenção contra a leishmaniose visceral

Endemias intensifica visitas e orientações de 10 a 15 de agosto; município registra 567 casos caninos, mas não tem registros da doença em humanos – foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde e Desenvolvimento Social de São Pedro, por meio do Setor de Controle de Endemias, intensifica, entre os dias 10 e 15 de agosto, as ações de prevenção e orientação sobre a leishmaniose visceral. A mobilização faz parte da Semana Estadual de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral, promovida pelo Governo do Estado de São Paulo.

Durante a campanha, as equipes reforçam as visitas domiciliares, orientações aos moradores e distribuição de materiais educativos. O objetivo é ampliar a conscientização sobre os cuidados necessários para reduzir a presença do mosquito-palha, transmissor da doença, e evitar a infecção de cães e pessoas.

São Pedro é classificado como município com transmissão canina de leishmaniose visceral. O primeiro caso positivo em cães foi registrado em 2007. Desde então, 567 cães foram identificados com resultado positivo para a doença no município. Apesar da ocorrência de casos em animais, São Pedro não possui, até o momento, registro de leishmaniose visceral em seres humanos.

Os bairros que concentram o maior número de casos caninos e, por isso, demandam atenção especial dos tutores são Mariluz, Botânico, Nova Estância, Dorothea, Santa Mônica, São Dimas, Horto Florestal, Jardim Itaquerê e Nova São Pedro II.

Transmissão – A leishmaniose visceral é causada por um parasita transmitido pela picada do mosquito-palha, principalmente da espécie Lutzomyia longipalpis. O inseto apresenta maior atividade no final da tarde e durante a noite. O mosquito pode adquirir o parasita ao picar um cão infectado e, posteriormente, transmiti-lo ao picar outro animal ou uma pessoa. Por isso, o controle do inseto e os cuidados com os cães são medidas fundamentais para reduzir os riscos e interromper o ciclo de transmissão.

Sintomas – Nas pessoas, os principais sinais da doença são febre prolongada, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do fígado e do baço. Em casos mais graves, também podem ocorrer sangramentos. Nos cães, os sintomas podem incluir emagrecimento, queda de pelos, crescimento exagerado das unhas, feridas no focinho, orelhas, olhos e patas, fraqueza e descamação da pele. Um dos fatores que dificultam a identificação da doença é que cães infectados podem não apresentar sintomas e, ainda assim, participar do ciclo de transmissão caso sejam picados pelo mosquito-palha.

A manutenção adequada de quintais, jardins e terrenos é uma das principais formas de prevenção. O mosquito-palha costuma se desenvolver em ambientes úmidos, sombreados e com acúmulo de matéria orgânica.

Entre as recomendações estão: manter quintais, jardins e terrenos limpos, retirando folhas secas, frutos caídos, fezes de animais e restos de madeira; podar árvores e manter a grama aparada; embalar e descartar corretamente o lixo; evitar que os cães circulem soltos; utilizar coleiras repelentes específicas para prevenção da leishmaniose em cães; instalar telas finas em portas e janelas; evitar passeios com os animais no final da tarde e durante a noite.

Semana Estadual – Em São Pedro, as equipes do Controle de Endemias intensificarão as visitas domiciliares ao longo da Semana Estadual, levando informações aos moradores, distribuindo materiais educativos e identificando possíveis situações de risco.

No dia 12 de agosto, os servidores também participarão do VI Fórum de Leishmanioses do Estado de São Paulo, realizado de forma virtual. O encontro é voltado à atualização técnica dos profissionais que atuam na vigilância e no controle da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção depende da participação da população, especialmente na manutenção dos ambientes e nos cuidados com os animais. A adoção dessas medidas contribui para reduzir a presença do mosquito-palha e os riscos relacionados à leishmaniose visceral, ajudando a manter São Pedro sem registros da doença em seres humanos.

 

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