
Entidade nasce com o objetivo de fortalecer, conectar e impulsionar empreendedores no fomento à economia criativa, com foco na comunidade negra de Piracicaba e Região
Na tarde desta segunda-feira (6), integrantes da AENP (Associação de Empreendedores Negros de Piracicaba), se reuniram com a direção do escritório regional do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), localizado na avenida Rui Barbosa, 132, Vila Rezende, sob a gerência de Fábio Ravazi Gerlach, para iniciar
tratativas que devem desencadear em diversas ações de cidadania, com repercussão nas condições de vulnerabilidade social, marginalização e falta de oportunidades que afetam a população, especialmente o povo negro.
Débora de Paula Rodrigues, Analista de Negócios Sênior, gestora de projetos focados em empreendedorismo feminino e inclusão produtiva. E, Cinthia Campos, analista de negócios, juntamente com o gerente Fábio receberam os integrantes da AENP: Lúcia Lucia Helena Silveira (professora de Inglês e ex-secretária do Conselho de Participação
e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Piracicaba – Conepir), Francisco Castro Alves – Chiquinho (produtor cultural e idealizador do projeto de empreendedorismo negro), o Advogado, Agnaldo Benedito de Oliveira – Guina (Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo) e Martim Vieira Ferreira (Jornalista, Conselheiro da Sociedade Beneficente Treze de Maio de
Piracicaba).
Na reunião foi deliberada a criação de um Projeto Piloto, em ação inicial voltada ao responsável pela unidade familiar, em palestras e orientações que abordem desde o impacto da autoestima nos negócios até o planejamento estratégico e a economia criativa a serem desenvolvidas em regiões periféricas nas diversas comunidades de Piracicaba.
Também na reunião foi avaliado a condição do povo negro brasileiro, principalmente após o dia 13 de maio de 1888, que no advento da Lei Áurea, não encontrou a contrapartida do Estado Brasileiro no amparo aos negros, sendo que até hoje o reflexo disso está nas mazelas das favelas brasileiras – até “romantizada pela sociedade”, mas que carrega em si a marca do descaso habitacional, de escolaridade e outras faltas de
assistências que refletem em desumanidade observada até na contemporaneidade, nos dias de hoje, onde mais de 70% da pobreza está refletida no povo negro.
ASSOCIAÇÃO – A Associação de Empreendedores Negros de Piracicaba (AENP) nasce com o propósito de fortalecer, conectar e impulsionar empreendedores negros do município, promovendo desenvolvimento econômico, inclusão produtiva, inovação, valorização da cultura afro-brasileira e geração de oportunidades.
A associação pretende atuar como um espaço permanente de formação,
representatividade, articulação institucional e promoção de negócios, contribuindo para a redução das desigualdades raciais no mercado e para o fortalecimento da economia local.
Embora o empreendedorismo negro represente uma parcela significativa da economia brasileira, muitos empreendedores enfrentam dificuldades relacionadas de acesso ao crédito, formação empresarial, tecnologia, redes de contato, comercialização e visibilidade.
A expectativa é que a criação da Associação permitirá a construção de uma rede colaborativa capaz de oferecer suporte técnico, capacitação contínua, oportunidades de negócios e fortalecimento da identidade empresarial negra.
Além disso, a iniciativa contribuirá para a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e ao desenvolvimento econômico sustentável do município.
O objetivo geral é promover o fortalecimento do empreendedorismo negro em Piracicaba por meio de formação, capacitação, geração de negócios, inovação, valorização cultural e desenvolvimento econômico.
O slogan institucional da associação se pauta em “conectar pessoas, fortalecer negócios e transformar realidades por meio do empreendedorismo negro”.
O lançamento oficial da Associação se dará em data oportuna, com o
registro de Estatuto, Regimento Interno e outras exigências legais a que o ordenamento jurídico brasileiro preconiza.