
Em suas redes sociais, a deputada estadual Professora Bebel (PT-SP) criticou um novo incidente envolvendo uma obra da Sabesp no centro da cidade de São Paulo, após uma escavação atingir uma tubulação de gás e provocar um vazamento na região da República, na noite da última quinta-feira, 4 de junho. O vazamento de gás foi registrado na Rua Doutor Teodoro Baima, na República, no Centro de São Paulo, que assustou moradores, uma vez que o gás espirrou mais de um metro do solo. Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento em que uma máquina utilizada durante a obra atinge a rede subterrânea, causando o vazamento. Trabalhadores que acompanhavam o serviço precisaram se afastar rapidamente da área diante do risco provocado pela ocorrência.
Para Bebel, o episódio evidencia problemas recorrentes na execução de obras pela companhia após sua privatização e coloca em xeque os protocolos de segurança anunciados recentemente pela empresa. “Mais uma obra irresponsável da Sabesp privatizada pelo governador Tarcísio de Freitas leva pânico à população em pleno centro de São Paulo. Novamente uma intervenção da companhia atinge uma tubulação de gás, colocando trabalhadores e moradores em situação de risco”, afirmou Bebel.
O novo vazamento ocorre quase um mês depois da explosão de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp no Jaguaré, na Zona Oeste da capital, que deixou dois mortos. A Defesa Civil aponta que a explosão, em 15 de maio, atingiu uma área de dois mil metros quadrados. Dezesseis casas foram condenadas e outras vinte e duas precisam passar por reformas.
Bebel conta que depois do acidente no Jaguaré, a Sabesp havia suspendido obras com interferência direta em redes de gás e anunciou novas medidas de segurança para intervenções com perfuração do solo. No entanto, apesar de ser anunciada mudanças, como a inspeção feitas manualmente para localizar tubulações antes do uso de máquinas, instalação de câmeras em todas as frentes de obra até o fim do ano e aumento no número de fiscais, de duzentos para seiscentos, ainda não há a segurança esperada.
A parlamentar também questionou a qualidade dos serviços prestados pela concessionária e a política adotada pelo governo estadual para a gestão do saneamento. “Além de realizar um serviço que tem gerado inúmeros transtornos à população e impor tarifas cada vez mais pesadas aos consumidores, a Sabesp privatizada parece se especializar em colocar vidas em risco. É preciso que haja apuração rigorosa sobre as responsabilidades desse episódio e medidas efetivas para evitar que novos acidentes aconteçam”, declarou.
Para Bebel, o novo acidente demonstra que as medidas anunciadas não têm sido suficientes para garantir a segurança da população e dos trabalhadores envolvidos nas intervenções. A deputada também destaca que além de São Paulo diversas cidades da região são atendidas pela Sabesp, como Águas de São Pedro e Charqueada.