
“Caravana da Educação e dos serviços Públicos de Qualidade”, promovida pela Apeoesp, que passou nesta tarde de sexta-feira, 22 de maio, por Piracicaba, reforçou a luta em defesa dos professores do magistério paulista e da educação pública de qualidade. A passagem da carreata foi marcada por ato público na Praça José Bonifácio, em frente à Catedral de Santo Antonio, aonde professores e pais de alunos denunciaram os ataques do governador Tarcísio de Freitas à categoria e à educação estadual.
Esta “Caravana da Educação”, que está percorrendo as principais cidades do Interior do Estado de São Paulo, como explicou recentemente a deputada estadual Professora Bebel (PT), primeira presidenta licenciada da Apeoesp, busca mobilizar a população para cobrar do governo estadual que ofereça educação pública de qualidade, uma vez que os ataques do governador Tarcísio de Freitas são permanentes e vem retirando tanto recursos da educação como reduzindo e fechando salas de aulas, e atacando direitos dos professores.
MOVIMENTOS — A Apeoesp tem feito diversos movimentos para resistir a estes ataques, assim como a deputada Professora Bebel tem denunciando toda esta situação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Atualmente, além da luta pelo pagamento do piso salarial nacional do magistério pelo governo estadual, a deputada Professora Bebel lidera posição contrária ao Projeto de Lei 1316 do governador Tarcísio de Freitas que estabelece a reforma administrativa no magistério, que, se aprovado, irá retirar direitos e penalizar os professores da rede estadual de ensino.
CONCURSO — Durante o ato, a diretora estadual da Apeoesp, Leonor Peres, destacou que enquanto a entidade luta pela convocação de 44 mil professores aprovados no último concurso público, o governador do Estado sinaliza, nos bastidores, que pretende caducar este concurso no meio deste ano sem ao menos ter contratado um único professor de filosofia e sociologia. “Faltam professores, mas ao invés de convocar os aprovados no último concurso, o governador opta por fechar salas de aulas no período noturno, impossibilitando que jovens possam estudar à noite e trabalhar durante o dia. É contra estes ataques à educação que lutamos”, destacou.
CONSELHEIRA — A conselheira da Apeoesp, Roberta Iara do Amaral, assim como outros professores que participaram da manifestação, denunciaram que enquanto o governador reduziu de 30% para 25% o percentual de investimentos na educação, o que representou um corte de R$ 11 bilhões, só no ano passado, falta o básico nas escolas. Até papel higiênico muitas escolas não têm. Defendemos a valorização dos professores e a garantia de escola pública de qualidade”, completou.