Desinformação, ódio e enriquecimento

Antonio Roberto de Godoi

Luiz Inácio Lula da Silva acaba de colocar uma enorme pá de cal nas mentirosas narrativas — exaustivas e irritantemente repetidas nas redes sociais e na internet — promovidas pelos agentes conspiradores contrários à soberania nacional e interessados em enriquecimento próprio.

São os conspiradores a serviço de forças externas travestidos de patriotas, de moralistas, de defensores da família, da honestidade. Modus operandi e estratégia da extrema direita brasileira sob orientação da extrema direita internacional encastelada nos Estados Unidos e na Inglaterra, de olho grande nas riquezas mundiais teoricamente disponíveis para serem transferidos para os seus bolsos, Brasil incluso.

No momento em que as máscaras dos falsos patriotas caem, entretanto, suas falsas narrativas ganham impulso automaticamente. Inúmeros sites e influenciadores muitíssimo bem remunerados para difamar adversários, desinformar o povo brasileiro, desconstruir e desacreditar o presidente da República, e transformar a mentira em verdade inquestionável invadem o Facebook, o Instagran, o Whatsapp, o X e afins. Tudo impulsionado por algoritmos que solidificam e expandem narrativas completamente descoladas da realidade, a escancarar o domínio que a extrema direita detém da tecnologia de controle e manipulação da opinião pública.

Fatos não mentem. Abundam sites, influenciadores e interessados em criar um Brasil paralelo cheio de mentiras, de calúnias, de projetos de desconstrução de ideologias e de adversários políticos que os desmascaram. Esses influenciadores, e principalmente os donos desses sites que ganham muito dinheiro com desinformação e ódio – hoje milionários da desinformação -, dia e noite trabalham na criação de “realidades” paralelas e falsas, induzindo milhões de pessoas ao erro por meio de falsos noticiários ou ”documentários esclarecedores”. Há também inúmeros e inconfessáveis interesses ocultos que o público não deve e nem pode saber.

Com os crescentes escândalos de membros da extrema direita brasileira vindos à tona a envolver corrupção, ladroeira, entreguismo de nossas riquezas, negociatas com a nossa soberania, venda de ativos estratégicos, desvio de dinheiro de emendas parlamentares para igrejas evangélicas – muitas delas ativas participantes do cruel projeto da extrema direita brasileira – voltam a invadir as redes sociais. Narrativas onde os vilões, os corruptos, os ladrões são sempre os progressistas, os esquerdistas, os outros, enfim. Nunca eles. Claro. Esse é o padrão de desinformação da extrema direita brasileira e internacional.

No momento em que o governo dos Estados Unidos parece finalmente reconhecer a importância do Brasil na geopolítica global e de se ter um interlocutor confiável e responsável para acordos comerciais e estratégicos – que é como o presidente Lula é visto internacionalmente -, a narrativa cuidadosa e maldosamente criada pela retrógrada extrema direita brasileira de que os Estados Unidos sob o comando do presidente Donald Trump invadiria o Brasil, libertaria Bolsonaro e prenderia Lula torna-se risível.

Nesse processo, igrejas evangélicas com grande atuação política e mais setores da católica chegaram a incentivar os seus seguidores a orar, a jejuar e a aumentar os valores de seus dízimos para que Deus abençoasse Donald Trump nessa jornada.

Mas o Brasil está acordando. Até a grande mídia, historicamente contrária ao presidente Lula, já percebeu o perigo do retorno da extrema direita e de todas as suas mazelas e falso patriotismo tão pernicioso ao País; das escandalosas falcatruas para enriquecimento pessoal de seus membros; e de legislar em causas próprias. Setores do atual Congresso Nacional parecem reiteradamente nos brindar com didática atuação nesse sentido.

Nesse contexto, o presidente brasileiro dá claro testemunho de que ao governante máximo de uma nação se impõe a defesa do país e de seu povo, e não o transformar num balcão de negócios com fins escusos e vis.

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Antonio Roberto de Godoi, pesquisador, ensaísta, ex-radialista, jornalista

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