Movimento contra Corrupção pede a cassação de vereador

Representação aponta que vereador Fabrício Polesi fez ataques misóginos, psicofóbicos e perseguição política ideológica.CRÉDITO: Divulgação

MCCPir protocola pedido de cassação contra vereador Fabrício Polesi por misoginia, psicofobia e perseguição política

 

 

O Movimento de Combate à Corrupção em Piracicaba (MCCPir) protocolou no último sábado (28) um pedido formal de cassação do mandato do vereador Fabrício Polesi por flagrante quebra de decoro parlamentar. A representação expõe o uso da tribuna da Câmara Municipal como palanque para ataques misóginos, psicofóbicos e perseguição política ideológica.

A medida foi motivada pelo destempero do parlamentar durante a 14ª reunião ordinária, realizada na última quinta-feira (26). Em transmissão oficial, Polesi atacou a cidadã Cíntia Amistaldem, que faz cobranças à gestão municipal, afirmando que ela “tem claramente problemas psicológicos” e “dá para ver claramente que essa dona faz uso de remédio controlado”. O vereador a ofendeu diretamente chamando-a de “uma louca, uma biruta de carteirinha” e a acusou de operar um “gabinete do ódio para propagar os devaneios dela”.

Na mesma sessão, a intolerância política do vereador foi direcionada ao artista e publicitário João Paulo Ariozo, o “Peixe Pichado”. Polesi o rotulou como “outro maluco de carteirinha” e mentiu sobre sua vida laboral, afirmando que ele “não tem um ano de registro de carteira, nunca trabalhou e ó…”, momento em que fez gestos e sons insinuando o uso de entorpecentes em pleno plenário. Escancarando a perseguição ideológica, o vereador bradou: “São tudo esquerdista, de carteirinha, lula livre na vida. Você é de direita, para de seguir essas pessoas”.

A denúncia do MCCPir destaca a grave contradição da Câmara: o munícipe difamado por Polesi como um “desocupado” foi oficialmente homenageado por esta mesma Casa Legislativa através do Requerimento nº 1017/2023 , que enaltece seu trabalho prestado à população piracicabana.

MOBILIZAÇÃO NACIONAL E APELO RELIGIOSO – Além do pedido de cassação submetido à presidência da Casa de Leis, o MCCPir disparou um manifesto exigindo intervenção de diversas autoridades, incluindo a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba, a Comissão da Mulher Advogada da OAB, e as Comissões de Defesa dos Direitos das Mulheres da ALESP, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

O documento também faz um apelo institucional direto às lideranças do Grupo Missionário de Mulheres da Igreja do Evangelho Quadrangular. O objetivo é que a base feminina exorte o atual presidente da Câmara — que é pastor da referida denominação — a cumprir seu dever legal e espiritual, não se omitindo diante da injustiça e submetendo a denúncia ao Plenário.

“A tribuna da Câmara não é escudo para crimes contra a honra, psicofobia e caça às bruxas ideológica”, declara o jornalista Walter Brandi Koch Rodrigues, líder do MCCPir e subscritor da representação. “Quando o parlamento normaliza chamar munícipes de ‘biruta’ e ‘maluco de carteirinha’, além de usar o ‘poder do macho alfa’ para calar as mulheres, a própria democracia adoece. Não recuaremos diante desse abuso”.

 

 

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