Capiau

NA FIESP

O empresário de comunicação Clovis Vaz Filho (à esquerda) visitou, ontem, a sede na Avenida Paulista, em São Paulo, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), quando foi recebido pelo presidente Paulo Skaf (ao centro) e pelo assessor da Presidência, Fausto Guilherme Longo, amigo de longa data. Politicamente, é certo que Skaf não será candidato e sequer está filiado a algum partido político.

 

 

KASSAB – I

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab — o mesmo do prefeito de Piracicaba, Helinho Zanatta —, pediu para deixar o cargo de Secretário Estadual de Governo e Relações Institucionais de São Paulo. Primeiro veio a decisão difícil: sair do cargo. Mas, convenhamos, em ano eleitoral, secretário vira quase candidato em “modo silencioso”, fala pouco, mas todo mundo sabe que está se aquecendo.

 

KASSAB – II

Deixar o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) depois de quatro anos é tipo sair de uma maratona já na reta final: cansado, suado, mas olhando para trás e dizendo “valeu cada quilômetro”. O PSD, que lá em 2022 apostou no nome certo, agora parece aquele amigo que diz “eu já sabia”, antes mesmo do resultado. E, pelo visto, segue confiante para um possível “episódio dois”.

 

KASSAB – III

Na política, “incompatibilidade de funções” é quase um eufemismo elegante para “agora é hora de pedir voto sem precisar disfarçar”. A lista de realizações do governo é tão extensa que, se virar currículo, já pode disputar vaga em qualquer empresa, com bônus de experiência em resolver problema grande e urgente.

 

KASSAB – IV

A despedida do secretariado sempre tem aquele clima de formatura: muitos agradecimentos, abraços e a promessa silenciosa de que, em breve, todos se reencontram, provavelmente em algum palanque. E como toda boa trajetória política, não faltou a figura do conselheiro experiente. Antonio Delfim Netto, mesmo sendo lembrado de forma póstuma, aparece como aquele sábio que já tinha dado a dica antes de todo mundo perceber o caminho. No fim das contas, sair do governo não é exatamente um adeus, mas mais um “até logo”, porque, na política brasileira, quem sai de cena geralmente está só trocando de palco.

 

5 ANOS DEPOIS – I

E não é que a Escola Municipal de Ensino Infantil Professora Márcia Regina Giuliani Novelli, no Jardim Tatuapé, finalmente foi inaugurada? A história dessa obra parece até roteiro de novela, daquelas com começo promissor, um longo período de suspense e, por fim, um desfecho que demorou mais do que o esperado, mas chegou.

 

5 ANOS DEPOIS – II

Lá em 2020, o ex-prefeito Barjas Negri (PSD) deixou a escola com 85% das obras concluídas. Estava praticamente pronta, quase pedindo apenas os ajustes finais para abrir as portas. Mas então vieram os quatro anos da gestão do ex-prefeito Luciano Almeida (PP), período em que a obra entrou naquele curioso estágio administrativo em que nada anda, ficou abandonada pelo governo do progressista.

 

5 ANOS DEPOIS – III

A escola ficou ali, resistindo ao tempo, como se estivesse aguardando alguém assumir a responsabilidade de concluir o que já estava tão próximo do fim. E foi justamente isso que aconteceu. Em um ano, o prefeito Helinho Zanatta resolveu os 15% restantes, mostrando que, às vezes, o mais difícil não é começar uma obra, mas sim ter disposição para terminá-la.

 

5 ANOS DEPOIS – IV

No final, o que parecia uma espera interminável virou realidade. A população, que já estava quase se formando na “faculdade da paciência”, enfim recebeu a escola tão aguardada, provando que, na política, os últimos 15% podem levar anos, ou apenas a decisão certa para sair do papel e virar entrega concreta. Certo, prefeito.

 

SUMIDO – I

Ao mencionar o ex-prefeito Luciano Almeida, este idoso e cansado Capiau não poderia deixar de registrar um curioso desaparecimento político. O nobre ex-alcaide de Piracicaba, que até pouco tempo estava no centro das atenções, parece ter optado por um estilo mais reservado, quase um retiro estratégico digno de quem resolveu dar um tempo da muvuca.

 

SUMIDO – II

Nos bastidores, comenta-se que seu nome nem figura na nova executiva do PP — mas ele queria? —, o que levanta aquela clássica pergunta de interior, dita entre um café e outro: será que desanimou da política depois de uma passagem não muito animadora pelas urnas?

 

SUMIDO – III

Com o humor que não falta ao Capiau, fica a impressão de que, após enfrentar uma avaliação pouco generosa do eleitorado, o ex-prefeito pode ter trocado os holofotes por um merecido descanso. Afinal, na política, há momentos em que o melhor discurso é justamente o silêncio.

 

SUMIDO – IV

E assim segue o baile, porque em política ninguém fica ausente por muito tempo sem virar assunto. E, como Capiau sabe, quando um sai de cena, logo aparece outro pronto para ocupar o espaço, nem que seja só para ver se a plateia aprova. Como diz o todo poderoso pastor Toninho Stefan, presidente estadual da Igreja Quadrangular: “não existe cadeira vazia”. Certo.

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