Educação – Bebel reafirma luta em defesa do piso nacional dos professores

A deputada estadual Professora Bebel tem dedicado a vida na defesa do magistério e da educação pública de qualidade. CRÉDITO: Divulgação

Em referência ao Dia Nacional do Piso Salarial dos Professores e Professoras, deputada Bebel cobra reajuste ao governador do estado

 

 

Nesta semana em que se comemora o “Dia Nacional do Piso Salarial dos Professores e Professoras”, a primeira presidente ada Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) reafirmou a sua defesa para que o piso nacional do magistério seja aplicado de verdade no salário-base dos professores e que os reajustes que a categoria conquistou repercuta em toda a carreira, preservando evolução, direitos e aposentadoria.  “Reafirmo uma luta que faz parte da minha trajetória e do meu compromisso de vida: a valorização real do magistério. Não aceito que o piso seja tratado como teto. Não aceito que abono seja usado como maquiagem para esconder a desvalorização da nossa categoria. E não aceito que o estado mais rico do país (São Paulo) siga negando às professoras e aos professores o respeito que merecem”, escreveu em suas redes sociais.

Na publicação, continua Bebel: “Defendo, e seguirei defendendo que o piso nacional seja aplicado de verdade no salário-base e que esse reajuste repercuta em toda a carreira, preservando evolução, direitos e aposentadoria. Valorizar professor não é gasto. É compromisso com a educação pública, com os estudantes e com o futuro do Brasil. Minha luta é por justiça salarial, carreira valorizada e dignidade para quem está todos os dias sustentando a escola pública. Neste 23 de março, mais do que lembrar a data, é hora de fortalecer a mobilização. Porque sem valorização dos professores e professoras, não há educação de qualidade. E sem educação de qualidade, não há futuro”, escreveu.

Em São Paulo, Bebel diz que diante do desmonte que o governo Tarcísio de Freitas vem executando, a luta pela valorização dos profissionais da educação é ainda mais urgente. Responsável direta por levantar esse debate em São Paulo, a Professora Bebel enfatiza que piso não é teto e abono não é salário. “Professores não podem receber o mínimo no papel e seguir sem carreira valorizada”, destaca.

A defesa feita pela deputada Professora Bebel, à frente da Apeoesp e na Assembleia Legislativa de São Paulo, é de que o salário-base de entrada respeite o piso nacional e que os reajustes tenham repercussão em toda carreira. Considerando que o piso nacional do magistério foi fixado para este ano em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais e que o valor paulista de referência fixado em São Paulo em 2025, também para 40 horas, foi de R$ 4.867,77, Bebel diz que São Paulo precisa urgentemente equiparar os valores ao piso nacional de 2026 para os valores não ficarem desatualizados. “Quando o governo estadual utiliza o piso no limite mínimo, sem valorização da carreira, ocorre o achatamento dos salários, desorganiza progressões e mantém a lógica de improviso”, explica, cobrando.

O correto, como defende, é aplicar o piso nacional imediatamente no salário-base, repercutir o reajuste em toda a categoria, parar de usar abonos e penduricalhos como maquiagem salarial, e construir política permanente de valorização os professores. Bebel cita alguns estados em que os governos aplicaram reajustes acima do piso, como é o caso do Ceará que concedeu reajuste de 5,4% e a cidade de Teresina, que reajustou em 6% acima do índice nacional. “Valorizar o professor não é gasto, é condição para atrair, manter e respeitar profissionais da educação. A própria Unesco relaciona a crise docente a salários, condições de trabalho e status profissional. “São Paulo, o estado mais rico do país, não pode tratar o piso como favor. Os professores precisam de salário-base digno, carreira valorizada e respeito real. Essa é a luta e o propósito da minha vida, na defesa do magistério e da educação pública de qualidade”, completa.

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