
Ao participar nesta manhã de quarta, 18, da recepção e encontro com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a deputada estadual Professora Bebel (PT) defendeu e pediu a instalação de um observatório, no polo envolvendo as cidades de Piracicaba e São Carlos, para que seja avaliado a violência contra a mulher, uma vez que na região destas duas cidades tem sido registrado maior número de casos de feminicídio no Estado de São Paulo. A ministra esteve na Câmara de Vereadores de Piracicaba, dentro das atividades do Ministério da Mulher, neste mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, para falar das políticas públicas do governo Lula para a defesa da mulher e do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado pelo presidente Lula, e foi recebida ainda pelas vereadoras Rai de Almeida (PT) e Silvia Morales (PV), procuradora e procuradora adjunta da mulher, e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Relerson Rezende (PSDB), entre outras autoridades.
No evento, que foi assinado o pacto municipal Brasil Nacional ao Combate ao Feminicídio, a deputada Professora Bebel destacou que é preciso que realmente haja um pacto “entre todos e todas”. O Pacto prevê, como destacou a ministra, ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país, tendo como objetivos acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento da violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade. Justamente dentro desta ótica, a ministra Márcia Lopes defendeu a criação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas da Mulher na cidade de Piracicaba, para que pense e execute políticas públicas na defesa da mulher.
A deputada Professora Bebel também parabenizou pela assinatura deste pacto em nível municipal Brasil Nacional ao combate ao feminicídio. “Este é um pacto entre todos e todas. Vivemos uma pandemia, não porque não há rede de proteção. Está ocorrendo um alastramento da violência contra a mulher, que leva ao feminicídio, tipificado pela então presidenta Dilma Roussef, como crime”, declarou. No entanto, Bebel destacou que ficou estarrecida em tomar conhecimento de que Piracicaba e a cidade de São Carlos lideram o ranking de feminicídio no Estado de São Paulo, com uma média proporcionalmente bem superior à cidade de São Paulo.
Justamente em função da gravidade da situação, insistiu junto à ministra para a necessidade de ser construído esse observatório nesse polo envolvendo esses dois municípios sobre a violência contra a mulher, dentro da proposta do Pacto Nacional de Combate à Violência a Mulher. Não à toa, como disse, porque “uma mulher morta para nós, neste contexto todo é muito difícil falar em democracia”, disse, defendendo “uma luta intersetorial, radical, trabalhando as crianças desde o início da sua formação, ter uma relação cultural e intersetorial de atendimento à saúde e todos os direitos das mulheres”.
Da Prefeitura de Piracicaba, considerando que a cidade tem 22 mil mulheres que são mãe solo, a deputada Professora Bebel disse que é necessário oferecer creches e escolas em tempo integral estendido para atender estas mulheres trabalhadoras, que na sua grande maioria é da periferia, trabalham e compõe a população economicamente ativa da cidade. Por último, Bebel questionou: “Por que nos matam? Nos matam porque a gente se levanta, porque temos direito ao voto, porque, enfim, conseguimos ter um protagonismo, eu não sei. O nosso movimento tem que ser por mulheres vivas”, completou.