Segurança – Bebel diz que violência contra as mulheres é questão pública

 

Deputada Professora Bebel participa da recepção à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que estará nesta quarta-feira, 18, em Piracicaba

 

 

Para a primeira presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), a violência contra as mulheres não é um problema privado. “É uma questão pública, política e social que exige ação imediata do Estado”. Esta posição, Bebel destacou, na noite desta última segunda-feira, 16 de março, no auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que ficou lotado, para acompanhar a audiência pública que promoveu em parceria com o também deputado estadual Eduardo Suplicy, para debater “Desafios e Políticas de Combate à Violência Contra a Mulher”. Já, nesta quarta-feira, 18 de março, Bebel participa de recepção e encontro com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que estará em Piracicaba, a partir das 9 horas, na Câmara de Vereadores, para participar de atividades relacionadas à mulher.

A Professora Bebel reafirma a urgência de fortalecer a rede de proteção, ampliar as políticas públicas, garantir estrutura de acolhimento, acelerar medidas protetivas e enfrentar com seriedade o feminicídio e todas as formas de violência de gênero. “Não podemos normalizar o medo, a omissão e a impunidade. Defender a vida das mulheres é defender os direitos humanos, a dignidade e a própria democracia. Seguiremos cobrando respostas concretas, orçamento, estrutura e compromisso real com a proteção das mulheres em todo o estado de São Paulo”, ressalta.

Para Bebel, o debate ocorrido nesta audiência é importante no atual contexto de aumento exponencial de casos de feminicídio no Brasil e no Estado de São Paulo. Ao longo das discussões, a deputada Professora Bebel destacou a gravidade do momento, argumentando que “as raízes históricas e estruturais do machismo estão na base da violência contra as mulheres, da misoginia, do feminicídio e a necessidade de que nos unamos, mulheres e homens, para deter essa escalada, concretizando o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançada em fevereiro pelo presidente Lula”.

Na audiência, ainda, Bebel disse que este evento, com certeza, vai frutificar e ter continuidade em ações e projetos conjuntos em defesa da Mulher, sobretudo num estado onde o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deixou de executar 70% do orçamento destinado ao combate à violência contra as mulheres no ano passado e cortou em 60% deste orçamento para 2026. “Foi esse corte no orçamento estadual que impediu o início da construção do prédio da Delegacia da Mulher e da Casa de Acolhimento às Mulheres Vítimas de Violência na cidade”, diz Bebel.

DEBATE — O debate contou com a participação de Ana Maria Martínez – Coordenadora-Geral de Garantia de Direitos e Acesso à Justiça da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres do Ministério das Mulheres, além da Dra. Fernanda Costa Hueso – Coordenadora Auxiliar do Nudem (Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher); Maíra Recchia – advogada e presidenta da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB/SP, além ainda de Ciara Pitima Arêa Leão – primeira transexual a trabalhar na Câmara Municipal de São Paulo, junto ao mandato do Vereador Nabil Bonduki; de Flávio Urra – psicólogo e sociólogo, mestre em Psicologia Social pela PUC/SP, especialização em Violência Doméstica pelo Lacri/USP, Coordenador do Programa E Agora, José? e do curso Gênero e Masculinidades; Márcia Viana – secretária estadual da Mulher Trabalhadora da CUT São Paulo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Sorocaba e Região; Bete Silvério – pedagoga, educadora social e popular, atua no projeto Ler e no Centro Comunitário Joilson de Jesus com Mulheres da Periferia de São Paulo e na Secretaria Estadual de Mulheres do PT/SP; Graça Xavier – liderança na luta por moradia popular e direitos urbanos; e da deputada federal Juliana Cardoso.

 

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