
A Apeoesp volta a protestar nesta quarta-feira, 11, contra a reforma administrativa; audiência é resultado da pressão feita pela deputada Professora Bebel
A Apeoesp prepara, mais uma vez, uma grande mobilização, com protestos, para esta quarta-feira, 11, no período da tarde, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, contra o PL 1316/2025, do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que estabelece a reforma administrativa na educação. A audiência pública que foi marcada a partir da pressão feita pela deputada estadual Professora Bebel, está marcada para as 14 horas, no auditório Franco Montoro, e é uma continuidade da realizada em 25 de fevereiro último.
Uma grande mobilização já foi realizada em audiência pública promovida pela própria Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no último dia 25 de fevereiro, que contou com a participação de professores e de lideranças de movimentos sociais, além de pais e estudantes, quando a primeira presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) pediu a retirada da propositura da Casa.
O pedido não é à toa, mas em função de representar mais um ataque ao magistério paulista e à educação pública de qualidade, uma vez que esse projeto altera profundamente a carreira dos professores da rede estadual de ensino. “Esse projeto é mais um ataque aos professores, uma vez que amplia hipóteses de remoção, condiciona promoção e evolução na carreira à avaliação desempenho e possibilita que diversas regras possam feitas a partir de decreto, assim como muda o tratamento das faltas, estabelecendo a retomada das chamadas faltas-dia pela somatória de faltas-aula enfim, enfim, são diversas medidas que atacam a categoria. Portanto, é preciso um grande movimento para barrar este que representa o desmonte da carreira do magistério na rede estadual de ensino”, destacou a deputada Professora Bebel durante reunião do Conselho de Representantes da Apeoesp, na última sexta-feira, 6 de março.
Esta nova audiência foi marcada a pedido da própria deputada Professora Bebel, que pressionou a liderança do governo na Alesp, após o líder do governo e base aliada terem se recusado a prosseguir a Audiência Pública anterior, em 25 de fevereiro. “É preciso debater este projeto e vamos deixar claro que o que não aceitamos mais um ataque aos professores e ao magistério paulista”, diz. Justamente contra estes ataques e falta de respeito com a categoria, professores de diversas regiões do Estado de São Paulo, na última sexta-feira, 6, aprovaram em assembleia, realizada na avenida Paulista, no vão livre do MASP, a realização de greve nos dias nove e 10 de abril.
A deputada Professora Bebel também já promoveu audiência pública, na Assembleia Legislativa, no último dia 12 de fevereiro, quando entidades ligadas ao magistério paulista repudiaram e reforçaram posição contrária a este projeto do governado do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que estabelece reforma administrativa da educação, pedindo sua retirada da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A posição foi manifestada por representantes de diversas entidades, como Afuse, Apase, Apeoesp, CNTE Sinteps, UEE, Umes, Upes, Fete, Fórum Estadual de Educação, centrais sindicais, como CUT e CTB, movimentos como ULCM, Movimento de Moradia do Centro, entidades da Saúde, como SindiSaude-SP e Afiamspe.