Alerta – Bebel diz que a crise na educação estadual é real

A deputada estadual Professora Bebel afirma que “defender a escola pública é defender o futuro de São Paulo”. Crédito: Divulgação

Esta crise é resultado da política equivocada do governador do Estado, Tarcíso de Freitas (Republicanos), e do seu secretário da Educação, Renato Feder

 

Em postagem em suas redes sociais, a segunda presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) alerta e declara que a crise na educação é real, no Estado de São Paulo. Não à toa, mas em função da postura adotada pelo governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do seu secretário estadual da Educação, Renato Feder, que não medem as consequências das suas medidas, que está deixando professores sem trabalho e expulsando a juventude da escola. “Os números confirmam, os professores sentem e os estudantes sofrem”, destaca Bebel na publicação.

São Paulo, como conta, registrou uma queda de 17% nas matrículas do ensino médio, conforme foi noticiado pela imprensa. “Foram mais de 256mil estudantes a menos na rede estadual, Isso não é acaso, é consequência de escolhas políticas feitas pelo governador”, diz.

De acordo com a primeira presidenta da Apeoesp, os últimos anos, a gestão do governador Tarcísio de Freitas e do secretário Renato Feder implementaram a plataformização do ensino, assim como metas agressivas de desemprenho e pressão por resultados, com a ampliação da lógica empresarial nas escolas. “Educação pública não é negócio”, declara a deputada e líder dos professores.

Criado pelo secretário estadual da Educação, Renato Feder, o modelo propõe implementar uma lógica rígida de metas e desempenho para elevar indicadores da educação pública, nos moldes da gestão empresarial. “Isso não cabe na educação”, enfatiza.

O resultado disso é que no ano de 2024, 42 mil professores foram afastados por transtornos mentais comportamentais, conforme levantamento realizado pela Apeoesp. “Isso revela um quadro grave de adoecimento do docente. É preciso cuidar também de quem ensina, mas o governo estadual ignora esta situação”, diz.

Bebel conta que professores relatam sobrecarga de trabalho, aumento da burocracia, pressão psicológica e falta de diálogo com a Secretaria Estadual da Educação. “O fato é de que não existe qualidade sem valorização, não é com pressão que se resolve. Como deputada estadual e primeira presidenta da Apeoesp reafirmo que defender os professores é defender os estudantes. Defender a escola pública é defender o futuro de São Paulo. A educação precisa de investimento, de respeito e diálogo, não de imposição e precarização”, completa a Professora Bebel.

 

 

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